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Quem Sou Eu
Posted under Uncategorized by CardosoSempre achei meio cabotino escrever mini-biografias na 3a pessoa, então vai na primeira mesmo. Carioca, solteiro, nascido em 1969, dois meses depois de Armstrong caminhar na Lua. Legítimo filho da Era Espacial, sempre gostei de tudo que tivesse a ver com tecnologia.
Assisti 2001 em uma reprise, saí do cinema com um par de orelhas enorme. Não entendi patavinas, mas adorei. Criado lendo Júlio Verne, só poderia dar nisso mesmo. Ganhei meu primeiro micro, um CP-200, no auge da Reserva de Mercado, uma época negra, digo, afro-brasileira, onde nossa independência tecnológica iria acontecer com a reinvenção da roda. Obviamente uma iniciativa apoiada por comunistas, generais e capitães de indústria estava fadada ao fracasso. Atrasamos o país 15 anos, ficamos presos a aberrações como o Clipper e o Carta Certa (com sua maravilhosa tecla ESC para confirmar ações) e a informática profissional perdeu interesse para mim.
Continuei como micreiro (era esse o termo, bem melhor que “internauta”) mas desviei minha atenção para outras áreas criativas. Fiz alguns cursos na Escola Superior de Propaganda e Marketing, e acabei prestando vestibular para Comunicação Social, mas confesso que o ambiente da Universidade Federal Fluminense não era o que eu esperava. Sempre tive uma expectativa muito prática do Mercado, a UFF trazia um mundo idealizado onde era feio ganhar dinheiro. Quase fui linchado quando sugeri utilizar a estrutura ociosa para produzirem comerciais de baixo custo em emissoras alternativas, dando assim experiência aos alunos. Disseram que eu estava propondo um “ensino tecnicista”. Concordei, afinal queria sair dali para trabalhar.
Início da Vida Profissional
Foi o que fiz, antes de terminar o primeiro ano já estava estagiando, na falecida Propaganda Versatta, onde fiz bons amigos, trabalhando com dois papas da proapaganda brasileira, Alcides Fidalgo e João Galhardo, que entre outras criaram os comerciais clássicos do Hollywood. Fiquei algum tempo lá, onde entre outras fiz o primeiro comercial do Enéas, para as Casas Veneza. Essa deu matéria de capa do caderno de economia do JB ? Saí de lá com um convite para a Ferrari propaganda, mas o diretor de criação era um psicopata completo. Meu diretor de arte, Eduardo Lisker, estourou junto comigo; pegamos as mochilas e fomos embora pra nunca mais voltar. Depois descambei para a Informática de novo. Sempre fugi da parte chata, como folhas de pagamento e controles de estoque, 98% de tudo que era feito em informática nos anos 80, mas o advento do Windows, ferramentas como o Ventura e o Pagemaker trouxeram um pouco de ar fresco. Fui me especializando em editoração eletrônica, até hoje algo que gosto de fazer. Nas horas vagas aprendi sobre topologia de redes, cabeamento, organização de diretórios, etc. O lado programador também melhorou. Nem acredito que tenha achado moderno o curso de cobol com programação estruturada que fiz, século passado.

Passei alguns anos trabalhando como enganador-high-tech até me decidir pela literatura. Escrevi onze livros, alguns best sellers na área técnica. Meu livro de Internet para Crianças chegou a estar listado como o mais vendido no Jornal do Brasil, mas meu maior orgulho é ter escrito o primeiro livro sobre Palmtops do Brasil. Sou usuário de Palms quase de primeira hora, meu primeiro PDA foi um Palmpilot Professional (tenho até hoje) comprado via Internet, numa época em que ninguém fazia isso. Nos últimos 5 anos me especializei em e-learning, tendo trabalhado na Cultura Inglesa Online, depois da Cultura Inglesa Off (meu ex-gerente odeia o termo) como Analista de Sistemas Sênior. Hoje depois de 5 anos, acabou o tesão. Saí, pedi as contas, precisava achar um norte na minha vida, já que o sul não deu certo. Depois de muita contemplação, decidi investir meu know-how na Internet, mais precisamente nos blogs.
O objetivo era me tornar o primeiro blogueiro profissional do Brasil. Não desenvolvedor-blogueiro, escritor-blogueiro, jornalista-blogueiro. Apenas blogueiro. Outras atividades que porventura apareçam complementarão os blogs, não o contrário.
GADGETS
Minha ligação com tecnologia vem quase de berço. Mesmo não tendo muitos brinquedos, sempre consegui ter microscópios, kits do Meu Pequeno Químico e, mais tarde, computadores. Descobri os BBSs depois de brincar com o Videotexto na casa de um amigo. Com um modem de 1200bauds mandei minhas primeiras mensagens para a Digital Highway, depois fui membro do Unikey, terminando meus dias de BBSeiro na Infolink, já com um híbrido de BBS/Internet. Acompanhei o nascimento da telefonia celular, ainda estatal. Chorei de raiva ao ver que a TELERJ CELULAR só distribuía aparelhos para apadrinhados, mesmo assim, custando US$2 mil. Fui comprar meu primeiro celular, um Nokia 232, no Espírito Santo, onde a TELEST dava show, mostrando como uma operadora pequena podia ser ágil e eficiente. Tive Chromas, tijolões, Razrs e hoje estou de lua-de-mel com os Symbians. Tive Palms, Cliés e Axims. Minha relação com a tecnologia é entre amor e ódio. Ao mesmo tempo que alguns dos piores momentos de minha vida foram revelados por causa de tecnologia (e a incapacidade de 3os em utiliza-la de forma discreta) esses brinquedos me proporcionaram momentos maravilhosos. Por causa da tecnologia e dos gadgets pude conhecer meus amigos trekkers de SP, Hilton e Patrícia, hoje em Houston, o pessoal das listas de Palm.

O Futuro
2006 foi um ano dedicado aos blogs, completamente sabático. Devo dizer que foi muito bem-sucedido, além das minhas expectativas racionais (as irracionais nunca são atingidas). O Contraditorium foi escolhido pelo IDG Now como um dos 10 blogs mais populares da Internet Brasileira, estou tirando meu sustento dos blogs, tenho por volta de 20 mil visitantes únicos / dia e meu faturamento cresce quase 20% ao mês.
2007 será um ano a ser lembrado, pois voltarei à área editorial, entre outras surpresas.
Pretendo viajar mais que nunca, uma espécie de blogueiro errante, com direito à musiquinha do seriado do Hulk ao fundo e tudo. Há muita gente a visitar, locais a conhecer, ofertas de cerveja a cobrar.
Só lamento pelos que previram meu amargo fim. Os boatos de minha morte foram um tanto exagerados, caros “amigos”. Melhor sorte da próxima vez.






