Jornalismo de celebridades no Brasil é o fundo do poço. Até obituários são feitos com mais propósito. Eu já vi -juro!- manchetes do tipo “Bruno Gagliasso (ou algo assim) atravessa a rua”.

Agora cavaram um buraco e conseguiram baixar mais ainda o nível, mas incrivelmente não foi o Ego ou sites similares, foi o site pseudo-sério inglês Mail Online, doravante conhecido como Fail Online. Nesta matéria aqui um idiota de nome James Tapper solta a bomba:

Hugh Laurie pode ser forçado a desistir de fazer o papel de Gregory House por causa do joelho, pois mancar propositalmente estaria acabando com seus joelhos.

A brilhante peça jornalística solta em um momento que a perna aleijada de Gregory House é fruto de um… ferimento de bala.

HELLO?

Se o sujeito se desse ao trabalho de perguntar ao Google “why does dr house walks with a limp?” e clicasse no I’m Felling Lucky bastaria para descobrir que ele teve um infarto (uma espécie de ataque cardíaco na perna – médicos, favor não corrigir, respeitem minha licença poética) onde a circulação ficou comprometida, causando perna perda muscular e exigindo cirurgia pra remover o tecido morto.

Eu entendo que o jornalista não seja fã do House. Entendo que não tenha TV em casa, que escreva em casca de árvore usando carvão depois mande uma andorinha levar a matéria até a redação, mas PQP, custa fazer 5 segundos de pesquisa?

Posso dizer que a matéria perde toda a credibilidade, quando um erro obtuso desse aparece.

Outro exemplo: Nesta matéria da Folha, onde tentam colocar TODOS os internautas do planeta que usam avatares no mesmo saco, a jornalista Marina Lang começa contando a história do Homem de Ferro, para falar de Emerson Dasmasceno, triatleta que usava a imagem do herói como avatar.

Explicar o porquê de um triatleta usar o IronMan como avatar já meio que ofende minha inteligência; já meu lado nerd é ofendido com o começo da matéria:

“Um acidente em uma mina no Vietnã leva o inventor e industrial Anthony Stark a criar uma armadura para mantê-lo vivo”

Tony Stark nunca problemas com uma mina de entrar (apesar do affair com a Viúva Negra) mas sim com uma mina de EXPLODIR. A diferença é fundamental.

Nota: Seguindo a tradição-escola-base do jornalismo brasileiro a matéria da Folha foi rapidamente editada, e fica minha palavra, que não vale nada, contra a credibilidade da matéria, que vale menos ainda.