Aug
21
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Por mais que eu adore tecnologia, nem toda tecnologia é feita pra mim.
Vejam por exemplo esse tal de The Toy, que pela imagem já dá mais ou menos pra imaginar o que ele faz.
Ou melhor, o que alguém faz com ele. Mas acredite, é muito melhor que isso. NÃO! MELHOR NÃO! NÃO NESSE SENTIDO. Mais “complexo” que isso. Ufa.
OK, voltando. O brinquedo é um vibrador que usa tecnologia Bluetooth para se comunicar, sem fios, com um celular. Depois de devidamente emparelhados, o uso é bem mais interessante do que atender chamadas ou vibrar pra avisar que o telefone está tocando.
O telefone autorizado pode enviar mensagens (junto com um código secreto de ativação, para evitar que caia na mão de estranhos) cada uma composta de uma letra. São 26 letras, cada uma com 45 efeitos possíveis. 3 configurações de temporização.
No total dá pra mandar o bicho vibrar de 7200 maneiras diferentes, então você não ficará entediado tão cedo. Nem a portadora do brinquedo.
Com 9cm de comprimento e 3,3cm de diâmetro, não vai acostumar mal (assim espero) sua namorada.
Tem um modo turbo boost, igual ao Águia de Fogo, mas prefiro não imaginar sua utilidade.
Diz o fabricante que o brinquedo é silencioso e discreto, e principalmente, ele não aparece em uma busca por dispositivos Bluetooth, o que seria constrangedor. Imagine, você (ok, sua namorada) está em uma reunião na empresa, o brinquedo está na bolsa (achou mesmo que eu ia por esse caminho, seu pervertido?) e alguém resolve buscar por celulares com Bluetooth ligado.
“Gente, vejam só, está dando que tem um “MiniVibrador 1.0″ disponível aqui na sala, de quem é, de quem é?
Ela até pode tirar da bolsa e dizer que é um Neuralizador, mas não acho que alguém vai engolir.
Só que não é um brinquedo pra ser dado pra qualquer uma. Custa US$260,00 mais ou menos. Só compre se for para uso próprio, ou para esposa ou namorada de longa duração. Principalmente, cuidado com as decepções. Imagine se você chega em casa, vai cheio de amor-sem-fio pra dar, digita o comando e nada.
Aí sua esposa vai toda sem-graça explicar que você tem que refazer a conexão, pois ela pareou o aparelho com outro celular…
PS: Com esse brinquedo dá pra repetir uma história clássica dos quadrinhos eróticos, O Click, de Manara.
E não, o brinquedo estranhamente não é japonês.
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Jul
16
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Isso é um sacrilégio. Não se faz. Eu amo a Nokia. Ao contrário de outras ela só me deu alegria, desde os longínquos tempos do Nokia 232, meu primeiro celular. Depois que descobri o Symbian minha vida mobile se tornou bem mais produtiva. Céus, como era chato o tempo em que eu vivia com o T3 e o V3. Nada contra o V3, eu gostava muito dele também, mas precisava de um Palm para ser uma plataforma móvel completa.
O Symbian mudou isso. Mesmo com o n-Gage eu já era muito mais livre e móvel do que jamais fui. Com o 6600, melhor ainda. Então peguei o N80. Uau, que avião. Estou muito feliz com ele, admirando de longe seu irmão mais poderoso, o N95.
Aí vem um puto e lança um N95 da Hello Kitty.

Concordo plenamente com a Mobile Diva: “Algumas coisas não são feitas pra serem rosa”.
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May
22
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Eu lembro de meu primeiro processador. Foi um 386 DX-40. 40MHz. Custou uma fortuna. Ainda tirava onda com quem tinha 386 SX, sem o co-processador aritimético.
Depois fui para o 486 DX2-66MHz e o resto foi festa.
Naquele tempo existia um conceito interessante: O processador genérico. Vários fabricantes faziam processadores compatíveis, e batizavam com o número, assim havia “386″ de um monte de gente.
Mesmo com essa concorrência era fácil vender processador. Seu público era composto 100% de geeks, quem comprava sabia o que estava comprando.
Com a popularização da informática, os fabricantes ficaram num mato sem cachorro. Precisam vender um dos produtos mais complexos e avançados criados pelo Homem - um microprocessador - para pessoas que não têm a menor idéia da tecnologia por trás daquele “quadradinho pretinho”.
Não dá mais para falar de GHz, ou MHz. Um processador de 1.21GHz pode não ser mais rápido que um de 1.0GHz se este utilizar hyperthreading, n-cores, cache preemptivo não-heisenberguiano, ou seja lá o que tenham criado nos laboratórios.
A saída, encontrada pela Intel foi educar o consumidor. Ao invés de dizer “este processador é um dual-core-hyperthread”, eles explicam o conceito, criando um público informado.
Para isso lançaram uma série de vídeos onde um engenheiro explica vários conceitos relacionados a processadores, em linguagem simples, para leigos. E para continuar inovando, estão usando blogs para chegar até seus consumidores. Excelente pedida.
Os vídeos, que recomendo a qualquer um que não tenha conhecimento específico da área, estão aqui:
Este post patrocinado foi escrito em um Macbook com processador Intel Core Duo de 1/83GHz mas garanto que ele nem ficou cansado. Se deseja divulgar seu produto ou serviço neste ou em qualquer outro de meus blogs, fale comigo.
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Mar
12
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Uma vez a Conceição Sampaio, uma amiga do Unikey BBS convidou um grupo para conhecer seu trabalho da FIOCRUZ. Achei o máximo, ela fazia sequenciamento de DNA do Trypanosoma Cruzi, e claro que eu queria ver um laboratório desses de perto.
Quando ela falou do que eles tinham de material de computação então, fiquei doido. Era uma penca de estações de trabalho Silicon Graphics, incluindo uma Indy (sim, o nome foi em homenagem a ele) e uma Power Challenge.
A mesma que havia sido usada para renderizar o Exterminador do Futuro e era algo indescritível em termos de potência.
1GB de memória, com clock de 250MHz, era incrível. Sério.
Quando entrei na sala dos servidores encostei na Indy, mas ao ver a Power Challenge me prostrei em adoração, erguendo depois u’a mão desafiadora, para tocá-la.
Foi glorioso, uma epifânia nerd. Até hoje tenho devaneios de que a Silicon falou comigo e disse “A resposta é 42″.
Depois disso o resto do passeio foi legal, mas achei frustrante ficar diante de uma sequenciadora de DNA, com tecladinho e tudo com as teclas AGTC e não lembrar de cabeça o genoma da Valéria Monteiro.
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