O filme do Hulk começa com o Banner no Brasil, na favela da Rocinha, trabalhando em uma fábrica de guaraná que na verdade parece Gatorade. Os militares americanos malvados invadem a favela para prendê-lo.
O General Ross diz: “Temos apoio das autoridades locais”. CLARO que ele fala dos traficantes. Se o Capitão Nascimento tivesse sido notificado em 10 minutos o elemento Banner já estaria detido para averiguações, na caçamba de um camburão. Tomando tapa na cara. “Tu é verde mas não é dois. Sossega o facho, abacate. Aqui é tudo caveira”.
Infelizmente ele não foi chamado, o que resultou em mais duas horas de filme.
Felizmente foram duas excelentes horas, que mostraram o quanto Ang Lee entende de cinema mas não entende de filme de super-herói. Sem recordatórios, balões de pensamento e flashbacks explicativos o filme ficou muito mais ágil. Assumiram que o espectador SABE quem é o Hulk, não recontaram -de novo- a origem, mais do que de passagem.
Edward Norton está excelente como Banner, no limite entre o Emo e o sujeito que quer ser curado. Ele faz as cenas sem Hulk não parecerem enfadonhas como no filme do Ang Lee. Liv Tyler? Dá gosto ver uma atriz com mais de 20 anos e que não é garota-propaganda da bulimia. É uma senhora MILF.
O Verdão Arretado? Ele tem personalidade, não é mais uma máquina de destruição irracional. O Hulk pensa, fala (quase tanto quanto Arnold no 1o Exterminador, mas fala) e fica com raiva, muita raiva.
As referências estão todas lá. Nick Fury, Dr Samson, a S.H.I.E.L.D., Tony Stark, projeto de supersoldado, 2a Guerra, Vingadores. A Marvel está tecendo seus filmes em uma trama excelente, todos se referenciam. Os fãs pegam os pequenos detalhes, os novos fãs fazem as ligações também. Perfeito.
As participações afetivas também continuam. Stan Lee ganhou uma cena só pra ele, e Lou Ferrigno, o eterno Hulk não só aparece em uma cena como faz a VOZ do Bicho Verde. Bill Bixby, que fez Banner na série de TV aparece em uma televisão, pois já faleceu.
Até a clássica musiquinha triste que sempre tocava no final da série é usada em uma cena.
Hulk fica mais forte quando se enfurece, e para deleite orgástico dos fãs, solta o clássico “HULK ESMAGA!!!!!”
Quer ficar longe das considerações filosóficas do filme do Ang Lee? Este é o filme. Vai para o Rol, junto com Homem de Ferro como uma das melhores adaptações de quadrinhos de todos os tempos.
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Graças a um convite da Paramount, através da agência Riot, assisti ontem a Cloverfield, o filme de monstro mais esperado da temporada, que ganhou no Brasil o título idiota e paternalista de “Cloverfield - o monstro”.
A História:
Cloverfield é um filme de monstro. Sim, um monstro ataca Nova York. Uau, original, não? Então imagine que é um filme de monstro mostrado não do ponto de vista do herói que mata o monstro, ou dos militares que combatem o monstro, ou do ponto de vista “Deus”, onde sabemos tudo sobre tudo.
Imagine um filme de monstro do ponto de vista do peão, do zé, do sujeito que está em casa quando Godzilla derruba o prédio.
No filme um grupo de amigos é pego no meio do ataque. Ninguém sabe de nada, a única opção é fugir e sobreviver. O exército não tem idéia do quê está atacando, e você não sabe de onde o monstro veio, quando surgiu e sequer seu nome.
Tudo isso é filmado pela câmera de um dos personagens, que está documentando uma festa de despedida, nos primeiros dez minutos, onde os personagens são apresentados.
“You Maniacs! You blew it up! Ah, damn you! God damn you all to hell!
Se for resumir em uma linha, eu diria que Cloverfield é como a Bruxa de Blair, mas a bruxa existe. Tem mais de 60 metros de altura, é mau feito o pica-pau, come gente e é UNSTOPPABLE! graaaaaawwwwwrrrrrr.
Pelo primeira vez em um filme de monstro não há prólogo mostrando a origem do monstro, não há um General durão comandando as tropas, não há cientista desacreditado mas que tem o segredo para salvar o mundo e matar o monstro, não há nenhum clichê típico. É um filme de monstro completamente “errado” pelo que estamos acostumados.
Sim, há paralelos com 11 de Setembro, mas não espere o monstro falando com sotaque árabe. O paralelo é simples: Gente desorientada no meio de algo que não tem idéia do que seja. As imagens muitas vezes são idênticas, pois 11/9 nos demonstrou visualmente o que acontece quando dois prédios gigantescos são derrubados, e isso nunca tinha acontecido antes. É poeira, gente tossindo, papéis voando e uma atmosfera de fim do mundo.
Subitamente os filmes de Godzilla deixam de ser tão divertidos.
Se você acha que vai ver um Bruxa de Blair, fique tranquilo. Há um roteiro por trás, o filme tem começo, meio e fim, embora não seja “Hollywoodiano”. Por outro lado, se você não gosta de câmeras de mão, de filmagens em primeira pessoa, melhor não assistir. Há muita correria, o personagem com a câmera cai, se machuca, derruba a câmera. Exatamente como faria se aquilo estivesse mesmo acontecendo.
Aliás, a grande sacada de Cloverfield é ser um filme de monstro mostrando o que aconteceria com VOCÊ, COMIGO em uma situação dessas, e não com o Chuck Norris.
Você vai odiar Cloverfield SE:
* Você simplesmente odiou Bruxa de Blair, pela idéia
* Você gosta de filmes onde todos os mocinhos se salvam
* Você gosta de filmes onde alguém explica tudo que está acontecendo
* Você gosta de filmes onde a origem do monstro e mostrada e explicada, em geral com gráficos, palavras pequenas e letras grandes
* Você odeia câmeras de mão. Se não está em um tripé ou em um dolly, não presta
* Você gosta de heróis super-humanos e super-inteligentes, que sacam tudo que está acontecendo só olhando uma pedra, um chiclete mastigado e um arranhão na parede, como o Grisson de CSI, ou o Monk.
Aviso: NUNCA, JAMAIS assista Cloverfield com aquela namorada chata que fica perguntando o tempo todo o quê está acontecendo, que comprou a Superinteressante explicando Matrix e que até agora não entendeu que a colher era uma metáfora. Se ela viu Clube da Luta e não entendeu o final, FUJA.
Por outro lado, se você quer ver um filme diferente, se quer ver o que acontece no chão enquanto o monstro da semana arrasa a cidade, esse filme responde essas perguntas. Mas só essas. Você não vai saber de onde veio o monstro, o que ele quer, quem está no comando, nada, nada, nada.
Eu adorei. Melhor filme do ano até agora.
BÔNUS - Mais um motivo para assistir Cloverfield:
Essa gracinha, quase desconhecida, tem o improvável nome de Odette Yustman, e é a hot babe do filme, embora não esteja tão hot na maior parte do mesmo. Na verdade, ela é a culpada de tudo. SIM, América, eu descobri o segredo de Cloverfield. A Odette é MUITO pé-frio.
Prova? Vejam ela aqui, em Transformers, segundos antes de seu carro se transformar em um Decepticon e começar a atacá-la. Fiquem longe, essa mulher é puro problema!
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Cloverfield é aquele filme-secreto do criador de Lost (e de Felicity, mas ele deixa isso fora do currículo) e que em teoria seria o Filme de Monstro do Século XXI.
Confesso, eu não gosto do JJ Abrams e do hype que ele criou em cima de Lost, uma espécie de filho bastardo de Arquivo X com Gilligan’s Island. Mas ele está fazendo um trabalho pra lá de decente com Star Trek, e TODAS, TODAS as resenhas de seu Filme Secreto de Monstro, Cloverfield, têm sido maravilhosas.
A idéia é que Cloverfield seja um clássico filme de monstro, mas visto pela peãozada, pelo pessoal que costuma ser esmagado pelo Godzilla, não com aquela visão divina onde sabemos tudo que acontece o tempo todo.
Ele conseguiu?
Não sei. Amanhã eu digo, depois que voltar da sessão para blogueiros na cabina da Paramount.
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De todas as propostas comerciais que recebi essa foi a mais sincera. Bem, se os caras querem se dar ao trabalho de enviar um trambolho de uma caixa aqui pra casa, quem sou eu pra dizer que não.
O Grill chegou quando eu estava viajando, então levei quase um mês para experimentar.
Dada a qualidade do lixo que anunciam nos programas de televendas nas manhãs da TV, não esperava muita coisa, mas não é que o negócio é bom?
Nada daquelas porcarias chinesas vagabundas que esfarelam só de olhar. O Grill é pesado e resistente. O Teflon dele é de primeira. Ei, eu compro MUITA panela vagabunda, eu sei reconhecer Teflon bom!
A história por trás do Grill, se a Wikipédia não está mentindo, é que ele foi inventado pelo próprio George Foreman, e que ele ganhou mais dinheiro com o Grill do que em toda sua carreira como pugilista. Algo em torno de US$150 milhões.
A idéia é genialmente simples: Ao invés de uma chapa como vemos em lanchonetes, ou frigideiras, onde a carne flutua na própria gordura e vai depois direto pras suas artérias, temos uma grelha com raias profundas e uma inclinação acentuada. Isso faz com que assim que as gorduras nojentas (ou graxa, como dizem os gaúchos) se liquefaçam, escorram grelha abaixo, caindo em uma bandejinha especialmente projetada para mostrar o resultado:
Nojento, não? Mais nojento ainda é saber que quando você come um bife frito pelos métodos tradicionais você está BEBENDO isso.
Como assim sem botões?
Isso mesmo. Parece o iPhone, se bem que esse tem um botão. A idéia aqui é bem filosofia da Apple: “Simplesmente funciona”. O modelo que testei não tem botões, controles de temperatura, 20 programas diferentes, nada. Sequer botão de ligar/desligar. Você enfia o plug na tomada da parede, ele começa a funcionar. Um termostato interno vai manter a temperatura da grelha constante, e uma lâmpada indicará que ele está ligado aquecendo. Caso a temperatura ultrapasse o indicado, ele se auto-desliga por uns momentos, e a lâmpada apaga.
Dieta Forçada
O modelo que ganhei (cês num vão querer de volta, né, pessoal?) é o GBZ4I, uma nomenclatura muito sem-graça para um produto que se anuncia como Lean Mean Fat-Reducing Grilling Machine. Não é muito grande, não dá pra grelhar um porco, exceto em partes. Mas dá para fazer uma boa refeição para um casal, ou uma refeição razoável para um blogueiro esfomeado.
Limpeza
Eu odeio lavar panelas. Louça tudo bem, mas panelas e apetrechos me enchem o saco. Como aquele processador com 3421 partes, que você usa para picar alho (cacófato proposital) por 0,04s e depois gasta 40 minutos lavando cada uma das 3421 partes. O Grill acima pode ser limpo com uma esponja úmida, ou como descobri, com toalhas de papel. É até melhor, pois deixam uma fina camada de óleo, que protege contra a corrosão e dá um gostinho extra à carne.
Para os casos extremos, ele vem com uma pazinha de prástico com uma frente dentada que se encaixa na grelha e ajuda a remover os detritos mais insistentes. Pela minha experiência o tempo de limpeza é de menos de 1 minutos.
Problemas
Cozinhar com grill demanda cuidados especiais. Se a carne não for temperada com antecedência, não ficará boa. Ele é MUITO rápido, não dá tempo do tempero passar para a carne. Portanto, planeje. Também é preciso prestar atenção na ALTURA da carne. O grill aquece dos dois lados, portanto nem é preciso virar a carne, mas se um bife tiver 3cm de altura e outro 1cm, o cozimento será desigual.
Outro aviso: Lingüiças explodem. Sério. Sugiro veementemente que você encarne a Lorena Bobbit e ataque a lingüiça sem dó. Fure-a várias e várias vezes. Do contrário a gordura irá se expandir, esquentar e esperar pacientemente até você levantar a tampa para olhar diretamente para ela. O resultado? Você vai virar o Falcão 7.
Dizem que o grill é bom para grelhar vegetais, mas eu não vou desperdiçar um equipamento desses queimando mato. Melhor usar para fazer um hamburger 100% de bacon.
Ah, na parte de cima há um compartimento aquecido onde você pode esquentar sua bisnaga. (isso soou tão ruim quanto eu pensei?)
Conclusão
Você não vai viver 100 anos se ficar se entupindo de bacon e lingüiças, mas pode ganhar alguns anos, se diminuir a quantidade de gordura ingerida. Já que não está em seus planos comer comidas saudáveis (e sem-graça), o grill do George Foreman é um excelente auxílio. Tem até Selo de aprovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Eu fiquei impressionado quando vi uma linguiça murchar para 1/3 de seu tamanho (SEM PIADAS, BANDO DE PALHAÇOS!). Quando fazia frita na frigideira, linguiças tendiam a encolher no máximo uns 20%.
O modelo testado custa R$189,90 e pode ser encontrado aqui. No meu Flickr tenho outras fotos dele em ação, mas aviso que na vida real a comida NÃO fica tão bonita quanto nos anúncios.
Nota: Este NÃO é um post patrocinado. Se fosse garanto que custaria mais de R$189,90. É uma resenha onde o fabricante fez uma aposta. Se o Grill tivesse explodido ou eu achasse uma bosta, o prejuízo deles seria bem maior que R$189,90. Embora à primeira vista pareça que estou levando prejuízo, eu acho essa forma de divulgação bem saudável.
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