Sep
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Quando me perguntaram se eu aceitaria um post patrocinado da Absolut, aceitei tão rápido que nem tive tempo de pensar melhor e propor uma permuta.
Convenhamos, é covardia. Só vem filé para cá. A Vodca Chernobyl ou a Barishnikov (bebeu, dançou) não chegam nem perto. Anunciar um produto que é unanimidade, reconhecido como uma das melhores vodcas do mundo, que mesmo quem não bebe vodca tem a percepção de que é diferenciado, falar dessa bebida deve ser moleza, não?
Não.
Bebidas são extremamente sensoriais. Não há imagens que passem gosto, textura, aroma de forma completa. Não há imagem que passe a sensação quase sensual que é abrir o congelador e achar uma garrafinha transparente, com letras azuis, presa no gelo, com o conteúdo denso, quase viscoso, mas ainda líquido; colocar uma dose em um copo pequeno de boca larga, e tomá-la de uma só vez. Como vou ilustrar o fato de que a vodca de qualidade não tem gosto, mas sim memórias, que podemos sentir um leve e fugidio sabor da madeira, um toque do carvão da filtragem, sutil, no limiar da memória?
Quando a Absolut começou a anunciar a sério, concluiram que: 1 - essas coisas são mesmo difíceis demais de passar em anúncios curtos e objetivos e 2 - a percepção de que o produto é de qualidade já existia. Precisavam era fixar a marca. Com isso surgiu a campanha que ficou famosa, e está nas ruas desde 1980, com mais de 1500 anúncios. Todo mundo já viu anúncios da Absolut. Sejam os de verdade, sejam as paródias.
Eles se dão ao luxo de publicar anúncios sem nem mostrar a garrafa, ou mesmo peças como esta, com a Rachel Williams:

A garrafa de Absolut se tornou tão conhecida que virou objeto de arte. Andy Warhol fez uma garrafa, e todo mundo veio atrás. Hoje são mais de 400 obras inspiradas no formato do anúncio, e a coisa ficou tão séria que em 2003 a Absolut foi convidada como expositora oficial na Bienal de Veneza. Expositora, não patrocinadora.
Que tal então aproveitar essa afinidade entre os artistas, criando algo diferente, exclusivo?
O projeto “COSTUME NATIONAL” é exatamente isso. Artistas locais são convidados a exercitar sua criatividade, mesclando a cultura do país com a forma conhecida da garrafa. Para o consumidor é ótimo, pois a Vodca continua a mesma de sempre (e ai deles se mudarem) e ainda ficamos com uma garrafa linda, que enfeita qualquer bar.
No Brasil foram escolhidos 10 artistas que terão sua versão virtual da garrafa divulgada, e dois feras terão garrafas de verdade produzidas e disponibilizadas para venda durante 30 dias cada uma. A versão do Nelson Leirner é linda, veja só:

A do Daniel Senise vem aí também.
Para ver as outras criações, baixar música, vídeos, etc, e ver um site em Flash pra lá de decente, visite www.absolutbrasil.com.br
PS: A Absolut obviamente produz vodcas aromatizadas também, mas sou conservador. Vodca pra mim deve ser pura, sem cheiro, e de preferência longe de drinks e misturas. Se você não gostou que vá pr- ok, vá pro AbsolutDrinks.com, um site com 8306 receitas de drinks diferentes com Absolut.
PS2: Tiodubbelt Renadt Bränvin era o nome original, significando “vodca purificada 10 vezes” ou algo assim.
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Faça como a Absolut, anuncie neste blog, mas lembre-se de me
convidar para a festa de lançamento, ok? Eu faço cara de Ex-Big Brother…
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Aug
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Aviso: Conforme solicitação da Intel (e palmas pra ela por isso) este é um post patrocinado.
Como você faria se tivesse que vender um produto altamente tecnológico, que nenhum consumidor normal pode comprar, tirar da caixa e usar? Mais ainda, como vender um produto que é o coração de um equipamento mas o consumidor normal mal sabe que ele existe?
De que adianta você falar horas sobre tecnologia, hyperthreads, MMX, processamento assimétrico, tunelamento quântico e capacitor de fluxo, se o consumidor não entende nem está interessado?
O jeito é apelar para metáforas. O conceito “eu mereço mais de mim“, que virou slogan da campanha da Intel para o Para o Intel Core 2 Duo tenta vender a idéia de que você ganha mais fazendo mais coisas ao mesmo tempo, e se você usa um processador Intel, melhor ainda.
Ao invés de mostrar aqueles malditos gráficos com análises de performance, fizeram um curta-metragem interativo mostrando como seria um dia na vida se existissem mais de nós mesmos. Há 14 links escondidos no vídeo (em achei 11), e vários pontos onde você escolhe o destino do mesmo. Só não chega a ser “quem manda é você”, como dizem na chamada, senão eu pararia de seguir o protagonista e ficaria o tempo todo vendo essa gracinha de morena e seus adoráveis clones.

O curta tem uns detalhes interessantes. O protagonista usa um boné com o grafismo da marca da Intel, mas sem o nome da empresa. Inventaram a anti-propaganda subliminar. E o sujeito compra suco de laranja em Cybercafé. Há várias músicas para baixar, demo de jogo, fotos (mas só uma da moreninha. Pisada de bola da McCann. No meio dos links escondidos há um pro making-of, eu ainda não achei onde fica. Se alguém encontrar, por favor avise.
Eu poderia ter gostado mais, mas fiquei meio incomodado em alguns momentos. A idéia de não só o protagonista, mas vários dos figurantes e personagens aparecerem “clonados”, em várias cópias me deixou desconfortável, parecia uma coisa meio Matrix, meio filme de ficção científica daqueles bem opressivos, mas é pura frescura minha, não tem nada a ver com a proposta do filme.
De qualquer jeito, legal a iniciativa, que está sendo divulgada com um comercial para a TV. Gastaram uma boa grana nesse projeto, os efeitos estão de primeira. É bom ver uma empresa levar a Internet e os Blogs a sério.
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Jun
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Se olho gordo funcionasse o próximo lugar que o Viajante Mastercard iria visitar seria Bagdá. Acho que todos os blogueiros que descobrem a campanha sentem a mesma inveja. O sujeito ganha para viajar pelo Brasil, conhecer lugares legais, gente hospitaleira, bons restaurantes, e ainda paga tudo com um cartão Mastercard que deve ter um limite obsceno. Em troca, ele tem o terrível trabalho de tirar fotos, fazer filmes e alimentar o Blog do Viajante Mastercard.
Ah, e tem um Podcast também.

O blog está pra lá de completo, extremamente organizado, tem até as coordenadas geográficas dos locais, endereços das pousadas, restaurantes e bares, e só não é perfeito por não ter RSS. Acho que o pessoal do design não curte essas modernidades.

Há muita cultura regional nos relatos e vídeos, o tal blogueiro que estou começando a odiar por pura inveja não ficou só no esquema armadilha-de-turista Rio/Bahia. A proposta da campanha é mostrar “O Brasil que não tem preço“, e estão conseguindo. Só de divulgarem cultura e opções de turismo interno, como Tocantins e Pará, já estão fazendo um belo serviço, e garanto que isso atrairá muito mais simpatia que anunciar o fim do mundo, como uns desavisados fizeram.
O Viajante esteve até agora em Minas, Rio, Bahia, Tocantins, São Paulo, Maranhão e Pará. Bagdá não está no roteiro ainda mas fica aqui a sugestão.
Nota: Os posts com a categoria
publicidade são patrocinados. Quer um também?
Fale comigo.
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May
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Eu lembro de meu primeiro processador. Foi um 386 DX-40. 40MHz. Custou uma fortuna. Ainda tirava onda com quem tinha 386 SX, sem o co-processador aritimético.
Depois fui para o 486 DX2-66MHz e o resto foi festa.
Naquele tempo existia um conceito interessante: O processador genérico. Vários fabricantes faziam processadores compatíveis, e batizavam com o número, assim havia “386″ de um monte de gente.
Mesmo com essa concorrência era fácil vender processador. Seu público era composto 100% de geeks, quem comprava sabia o que estava comprando.
Com a popularização da informática, os fabricantes ficaram num mato sem cachorro. Precisam vender um dos produtos mais complexos e avançados criados pelo Homem - um microprocessador - para pessoas que não têm a menor idéia da tecnologia por trás daquele “quadradinho pretinho”.
Não dá mais para falar de GHz, ou MHz. Um processador de 1.21GHz pode não ser mais rápido que um de 1.0GHz se este utilizar hyperthreading, n-cores, cache preemptivo não-heisenberguiano, ou seja lá o que tenham criado nos laboratórios.
A saída, encontrada pela Intel foi educar o consumidor. Ao invés de dizer “este processador é um dual-core-hyperthread”, eles explicam o conceito, criando um público informado.
Para isso lançaram uma série de vídeos onde um engenheiro explica vários conceitos relacionados a processadores, em linguagem simples, para leigos. E para continuar inovando, estão usando blogs para chegar até seus consumidores. Excelente pedida.
Os vídeos, que recomendo a qualquer um que não tenha conhecimento específico da área, estão aqui:
Este post patrocinado foi escrito em um Macbook com processador Intel Core Duo de 1/83GHz mas garanto que ele nem ficou cansado. Se deseja divulgar seu produto ou serviço neste ou em qualquer outro de meus blogs, fale comigo.
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