Blog do Cardoso

Fortune and Glory, kid. Fortune and Glory.

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Jul
02

Mulheres são ridículas! (homens também, mas somos discretos)

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despacho

Eu não vou dizer que homens não fazem besteira por causa de mulher (calaboca Cobra). Minha autobiografia não-autorizada, quando sair trará histórias fantásticas, e isso assumindo que as irei censurar e embelezar. A diferença é que homens não trazem seu ridículo a público.

Vejam o despacho acima, na esquina aqui de casa. Alguma isenta (tm Morróida) resolveu trazer seu porteiro de volta em até três dias, arriou um ebó, acendeu uns charutos, plantou umas velas e escreveu o nome do sujeito com giz colorido. Duas vezes, pra amarrar. Depois esmigalhou o giz, pra ele não escrever mais nada. (antropologia for dummies)

QUANDO (note a ausência do "se") não der certo, a mãe-de-santo ou benzedeira ou vizinha que faz simpatia dessa criatura irá indicar um feitiço mais forte, provavelmente envolvendo uma foto, um copo de água com o nome do sujeito ou café coado na cueca dele.

Estatísticas indicam que mais de 98% da clientela de benzedeiras, ciganas e cartomantes é de mulheres. Homens quando querem recuperar uma mulher tentam de tudo: Dinheiro, ameaças, chantagem, promessas e até, em último caso, conversas sinceras. Já mulheres vão a cartomantes ciganas com baralho de búzios africanos que em 100% dos casos revelam:

"Ele tem outra, ela está fazendo trabalho pra afastar vocês, mizifia"

A Mãe-Xoxó (no feminino a piada perde a graça, né?) CLARO tem um ebó porreta que desfaz qualquer trabalho, abre caminhos, destranca corações, e por módico preço de custo dos materiais irá resolver sua vida.

Ninguém NUNCA pensou na remota possibilidade da mãe-de-santo da tal amante do cara ser mais poderosa que a sua? E se forem iguais, como fica? "Mãe Filó - refaço qualquer trabalho"

Quando não são cartomantes, são canalhas que fazem gato-e-sapato até de mulheres que quando não estão em sobrecarga hormonal eu considero excelentes exemplares da raça. Tenho uma amiga, vamos chamá-la de J. (É "J" mesmo, Cobra, não é aquela que a gente conhece) É uma das mulheres mais inteligentes que conheço. (tão inteligente que não quis dar pra mim) Um dia ela conheceu um carinha de SP. O sujeito só ligava para ela em horário de trabalho, desconversava quando ela falava em visitar, só se encontravam no centro de SP, não dava o telefone de casa, etc.

As mulheres endocrinamente equilibradas já mataram: "Casado".

CLARO, até as coisas que crescem no meu umbigo perceberam no ato.

Pois bem: A "J" queria que eu ligasse pra casa do cara procurando o sujeito, e se mulher atendesse, desligasse (quem não passou por esse tipo de pedido?). Eu não topei. No final ela queria ir visitar o cara na marra, só pra "desencanar".

Pombas, estava comprovado que o cara era casado (ele depois confessou via MSN), estava comprovado que o FDP havia enganado ela, estava comprovado que ele só queria farra. Ainda assim ela queria ir atrás?

Homens também saem com mulheres casadas, é um fato da vida, mas em geral não têm a ilusão de que a mulher vai largar família, marido cachorro e filhos para ficar com ele. Aliás, isso nem faz parte da proposta, na maioria das vezes.

Não ter medo do ridículo é legal. Eu não tenho. Já me dei muito mal, já me dei muito bem (a longo prazo sempre me ferro, mas é síndrome de Peter Parker). Só nunca fiz uma fanfarra. Existe uma enorme diferença entre a mulher que engole seu orgulho e sai de uma festa para ir chorar em casa e uma lavadeira, que vai pra calçada do prédio da outra gritar "vagabunda, roubou meu homem!!" (agora é dela mesmo que estou falando, Cobra)

Como disse Don Lockwood, "dignidade, acima de tudo, dignidade".

PS: Céus, a História Não Autorizada da Blogosfera vai vender MILHÕES.

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May
10

Eu não gosto de filmes de mocinha

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Hugh Grant e Sandra Bullock. Quem precisa de bulimia?

Pronto, falei. É isso mesmo. Já fiz muitos sacrifícios no passado, lembro uma vez que fui parar no Estação Botafogo com um pessoal da faculdade, e como eu estava cevando loucamente a Renatinha topei assistir um tal de Sissi, a Imperatriz, em Sueco Arcaico, ou algo assim. Foram horas e horas de tédio completo. Eu desisti até de tentar dar uma idéia na menina, de tão entediado que estava. (mentira, tinha caído na Zona da Amizade, aí já era)

Lembrando em detalhes do roteiro do filme, não acontecia basicamente nada. Era como aqueles filmes chineses que fizeram sucesso nos anos 90, onde a Fu-Ling passa 4 horas decidindo se muda o vaso de planta da janela da cozinha para a mesa da sala. No final ela não muda, se mata e o filme acaba.

Compatibilidade cinematográfica é essencial para que um relacionamento dê certo. Se não houver um denominador comum, babau. Imagine ir assistir Matrix sozinho pois a dondoca da namorada não gosta de “filmes violentos”, ou então voltar para casa depois de assistir Senhor dos Anéis e ao invés de discutir animadamente o filme ouvir “É, legalzinho, mas eu dormi uns 20 minutos…”

Dormir em cinema para mim é motivo para divórcio.

Felizmente eu nunca cheguei a esses extremos, mas já passei perto. Durante um tempo saí com uma figura que se dizia cinéfila, adorava ficção científica, etc, etc. Eu caí como um patinho, e descobri da pior maneira que ela adorava CRITICAR blockbusters, filmes de ação, etc. Tentei várias vezes discutir Senhor dos Anéis com ela, e o máximo que consegui foi um “haha o Gandalf é viado”. Em resumo, criptointelectual rata de cineclube de faculdade de cinema. Se não for em alemão, sem legenda, preto-e-branco, não presta.

Mesmo quando você dá sorte de arrumar uma trekker, não é perfeito. A condição-mulher delas as fazem suscetíveis a filmes de mocinha. Você sabe, aqueles com o Hugh Grant ou a Emma Thompson. Ou com o Hugh Grant E a Emma Thompson. Filmes ingleses com titulo composto de dois adjetivos aleatórios. “Razão e Sensibilidade”, “Orgulho e Preconceito”, “Rancor e Desesperança”. É fácil, invente um você também.

Em TODOS esses filmes o Hugh Grant é um pai de família de bom coração mas endurecido, casado com uma mulher megera e entrevada (ou que morre no final) e a Emma Thompson é a governanta que conquista os filhos do casal, abre os olhos do Hugh Grant para as belezas da vida, eles se apaixonam, a megera tenta separá-los, morre no final e todos ficam felizes.

Os detalhes mudam mas o roteiro é basicamente esse. Uma espécie de versão vitoriana dos filmes pornô, que mantém a mesma estrutura, só mudando os atores (ou no caso da Bruna Ferraz nem isso).
O melhor a fazer para que um casal não chegue às vias de fato por causa de filmes, é chegar a um compromisso. As mulheres se comprometem a não nos forçar a ver esses filmes chatos, e pronto. Estamos felizes.

Televisão e DVD existem para isso. Juntem umas amigas, potes de sorvete e lenços, divirtam-se. Não forcem seus homens a ir ao cinema assistir filmes de mocinha. O resultado pode ser traumatizante, como o Morróida, que provou mais uma vez que sua emasculação foi completa, ao aceitar levar a namorada para ver Brokeback Mountain.

OK, admito, não vi o primeiro mas a continuação está na minha lista!

Há muito o que pode ser compartilhado por um casal, se a mulher não for uma pseudointelectual esnobe que só vê filmes em finlandês sem legenda e que sigam o Dogma 95. Sua namorada pode não apreciar o último Rambo, ou o Madrugada dos Mortos, mas muito provavelmente gostará de um Duro de Matar, do Matrix original ou de um James Bond com o Daniel Craig.

Deixe para ver os filmes com Steven Seagal ou The Rock com os amigos, em casa, durante um churrasco, afinal elas também não são obrigadas a ver os filmes que gostamos.

E não, meninas. Nós gostamos de vocês mas nos entediamos com facilidade. Se aceitarmos assistir “Folhagens de Outono” ou algo assim com vocês, considerem um presente. Não queiram ainda que façamos cara de interessados.

Homens gostam de filmes com coisas que explodem. Cinema oriental para nós tem Jet Li no meio. No máximo Jackie Chan.

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May
01

Resultados do Nerd Test 2 - a missão

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A Marina me desafiou no Nerd Test… Então tá. Aqui estão meus resultados:



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Apr
29

Homem de Ferro: Não vi e não gostei

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Eu estava me preparando para fazer uma bela resenha do filme, mas isso é desculpa, queria mesmo era ver, cheguei a colocar posts no twitter mendigando uma vaga na cabine. Como nada aconteceu, achei que não fossem fazer exibição para blogueiros no Rio. Eis que descubro hoje que não só fizeram, ontem, como não fui convidado. “ah, bem-feito, sifu”. Tudo bem, eu mereço, mas o outro suspeito habitual, o Nick Ellis, do Digital Drops e do Blog de Brinquedo (HELLO, marketeiros, chama-se TARGET) também ficou chupando dedo.

OK. Não seja por isso. Não vou brigar por causa de R$10,00 e 24 horas de antecedência. Amanhã, 13h estarei no Cinemark Botafogo, na estréia, com pipoca e Coca-Cola (Diet, a hipocrisia reina).

Quem quiser saber minha opinião sobre o filme, que acredito será duca (posso falar, leitor de título não chega até aqui) é só… me procurar no bar. Uma mão lava a outra, não é assim que dizem? E sim, o não gostei é relacionado com o fato de ter sido excluído. Não posso dizer que não gostei de um filme que ainda não vi.

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