Blog do Cardoso

You’ve lost today, kid. But it doesn’t mean you have to like it

May
11

Crianças, tarados e vida fácil

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É fato público e notório que eu não gosto de crianças. Se eu fosse tarado ou canibal, em ambas as situações comeria as mães primeiro.

Por causa disso eu atraio crianças mais do que uma van sem placas, de janelas tampadas, escrito “doces grátis” na lateral. E não é de hoje. Com 13 ou 14 anos, voltando do colégio sentou atrás de mim no ônibus uma mulher com cara de avó e um moleque falador, de 4 ou 5 anos (sou péssimo em avaliar idade de crianças. Meritíssimo.). Uma hora, do nada, a DOIS pontos da minha casa, o moleque simplesmente vomita. Não golfa, não arrota molhado. Vomita, em jorros, DIRETO NAS MINHAS COSTAS.

Eu levantei gritando “putaquepariu”, quem viu estava em choque, ainda nem tinham começado a rir. A mulher:

“Ah, ele já estava enjoado mesmo” – Assim, não pediu desculpas, nem nada. Porque era uma porra de uma criança eu tinha que sorrir e sair saltitando.

“Porra minha senhora se ele estava enjoado por que trouxe pra andar de ônibus. Por que não arrumou um saquinho, uma toalha, não colocou essa porra desse guri na JANELA?”

Isso dito gritando. A mulher não falava nada, mas me olhava com raiva, afinal EU havia levado uma vomitada nas costas, então obviamente a culpa era minha. Felizmente (para ela) meu ponto havia chegado. Tirei a camisa do colégio, limpei as costas e joguei em cima da mulher, com mais alguns xingamentos. Chegando em casa minha mãe perguntou onde estava a camisa. Acho que ela ficou feliz de não ter que lavar aquela caca.

Ontem descobri que aquelas desculpas esfarrapadas dadas por padres e pedófilos em geral, que dizem que foram seduzidos, que os garotinhos e garotinhas se atiravam neles, pois bem: Como diria Orson Welles (outro com cara de comedor de criancinha) é tudo verdade.

Estava eu no bar/restaurante aqui atrás de casa (estou no Rio por uns dias) no final da tarde, já anoitecendo. Eu fico quieto em uma mesa vendo filmes no iPod Touch. Isso claro atrái crianças, mas em geral minha expressão de Orc é suficiente para mantê-las à distância.

Em último caso eu aplico a tática da invisibilidade: Finjo que a criança é invisível, e como estou com o fone de ouvido, sempre é uma boa desculpa.

Não funcionou dessa vez. Uma família se levantou para ir embora. Uma garotinha de 6 ou 7 anos (mas com corpinho de 5, mnham) que já estava me secando largou a mão do pai, já na porta e veio direto pra minha mesa.

Fingi que não era comigo, enquanto os pais olhavam de longe, esperando que eu fizesse festa na menina, como se ela fosse um cachorrinho ou algo assim, afinal não existe criança mais linda do mundo do que o filho deles.

A pequena corujinha começou a gritar “oi! OI! OOOII!!” e eu quieto. Aí a meretriz-miniatura começou a chegar perto do meu rosto! Nisso o pai chamou.

A futura ex-big brother, a futura prima olhou para o pai e disse “Eu quero dar um beijo nele!”

Eu fiz uma cara de nojo digna do Clodovil acordando de ressaca e vendo a Luciana Vendramini do lado dele na cama. “SAI DAQUI!” disse, enquanto me protegia com as mãos.

Nada contra garotinhas, mas meu piso absoluto é a Maioridade Legal. Mesmo assim só em raras exceções. Mulheres mais velhas dão muito menos trabalho.

No caso da garotinha, o pai-cafetão finalmente veio e removeu a criatura, me lançando um olhar de desaprovação. Vejamos se eu entendi: O cara adestra a filha para rodar livremente pelas mesas, para puxar papo com estranhos e até se envolver em atos de afeição FÍSICA e o errado sou eu?

Meu único erro foi achar que pra ser tarado molestador o sujeito tinha que ter poderes Jedi, montar altos esquemas para sequestrar os pimpolhos.

Basta ficar sentado num restaurante e dizer ‘vinde a mim as criancinhas”.


Apr
28

É como se o Nemo morresse no final

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Eu não acreditei quando vi esse comercial do Boticário. É uma das coisas mais deprimentes que testemunhei em muito tempo, incluindo comida de nutricionista de hospital.

Podiam completar e mostrando o bichinho chegando no céu via o cano da privada…


Apr
21

Vem aí o filme da Susan Boyle

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Eu sei que é um pesadelo, mas não dá pra fugir da Susan Boyle. Todo mundo adorou a inglesa solteirona que depois de ser atingida na cara por um trem de carga levando material radioativo, ganhou poderes mutantes que a fizeram cantar maravilhosamente.

Sim, é um fato, Susan Boyle é muito feia. O quanto? Vejam uma foto da cantora:


Susan Boyle

Assim como a Tati Quebra-Barraco, a Susan Boyle é feia mas está na moda, então todos vão tentar tirar uma casquinha, inclusive os tablóides ingleses, que fazem o jornalismo mais criativo que existe, livres das amarras da própria realidade.

Qual o tamanho da falta de noção deles? Veja a capa abaixo, da edição de amanhã do Daily Star. Não só arrumaram um hype de que há um filme com a vida da Susan Boyle sendo planejado, como arrumaram até uma proposta de protagonista:

ISSO MESMO! Filme da Susan Boyle, protagonizado pela… Angelina Jolie.

Tira o tubo.


Mar
02

Bangladesh não tem conserto

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Vamos situar geograficamente. Bangladesh é um pedaço de bosta cercado de Índia de todos os lados, exceto o Sul, onde faz fronteira com o Oceano Índico, que é uma espécie de índia, depois de muita Castanha do Pará e Xenical.

Sim, a Índia é uma bosta, mas Bangladesh é pior. Essa aliás é a única fonte de alegria da maior parte da população da Índia. Todo dia eles acordam, olham no espelho e dizem “pelo menos não somos Bangladesh”. A renda per capita é de US$513,00 contra a média mundial de US$10.200. Pombas, o Brasil tem RPC de US$8.676,00. O país é uma versão Nações Unidas da estratégia do bode na sala.

Agora, em uma prova de que o país quer ser levado a sério, Bangladesh resolveu melhorar a produção agrícola do jeito mais eficiente: Acabando com os ratos que comem 10% das safras.

Como? Fácil, um idiota, uma flauta (ok, talvez uma zarbatana, ou um chinelo) e um concurso nacional de matar ratos. Depois de um ano, tempos um vencedor: Binoy Kumar Karmakara.

Ele matou 39.650 ratos, se tornando campeão mundial da categoria. Com isso ele ganhou dois sensacionais prêmios: 49.650 caudas de ratos mortos e uma Televisão de 14 polegadas. COLORIDA!

Eu acho que a importância estratégica de Bangladesh vai muito além da India. pensando bem, nem terminei de escrever e já estou feliz por NÃO morar em Bangladesh.

Fonte: Weird Asia News