Saul Bass (1920-1996) foi um designer com estilo único, reponsável por aberturas marcantes de filmes como Spartacus, Cabo do Medo, Os Bons Companheiros e muitos, muitos outros. Você muito provavelmente nunca ouviu falar nele, mas com certeza já viu e gostou do trabalho.
No vídeo acima um estudante resolveu fazer um projeto de escola sobre Saul Bass, e imaginou como seria a abertura de Star Wars se feita por ele.
Sempre de olho em novos mercados, George Lucas lançou quadrinizações de seus filmes da trilogia de seis episódios Star Wars. O problema: Quadrinhos nos Estados Unidos eram vistos como coisa para crianças, e das mais lentinhas. As histórias eram bobas, o famigeradoComics Code proibia tudo de divertido. Nudez, sexo, morte, violência, linguagem “pesada”. Star Wars, embora um filme para crianças, tinha lá suas cenas meio grotescas.
O Império pega pesado…
Os cadáveres ainda fumegantes do Tio Owen e da Tia Beru me deram pesadelos durante um bom tempo, mas o que vale no cinema não vale nos quadrinhos.
As versões lançadas nos EUA tornaram a história boba, removeram um monte de cenas “inapropriadas”, como Luke cortando a cabeça do Vader imaginário, em Dagobah. Na versão em quadrinhos uma decapitação NUNCA seria aceita, portanto mudaram e a luta termina de forma meia-boca, o capacete de Vader cai e Luke diz “ei, é meu rosto”.
Aliás, como falam, parece que essas quadrinizações são para idiotas mesmo, tudo é explicado. Antecipando a kibificação da humanidade, nada é deixado ao leitor. Todas as cenas são explicadas em detalhes.
Por outro lado, a versão japonesa é LINDA. Desenhada e adaptada por artistas locais, no melhor estilo mangá, com cortes cinematográficos, longas cenas sem diálogos e nenhum balão explicativo. Vejam a diferença: Na cena abaixo, da versão americana, Darth Vader mata (ou acha que mata) Obi Wan Kenobi, e este vira purpurina, conforme ensinado por seu falecido mestre:
A cena se resume a isso, dois quadrinhos. Nada mais. E, claro, toneladas de explicações textuais.
Agora vejamos a sequência na versão japonesa. que consome TRÊS páginas:
Neste link aqui você encontra outros exemplos das variações. E sendo o Japão o Japão, não poderia deixar de haver um ar de sacanagem. Destaque para este primoroso ângulo da cena em que Leia estrangula Jabba…
Eu nunca liguei muito pra essa coisa de paranormal, mas depois de uma semana em São Francisco Xavier, uma cidade com uma espiritualidade muito forte, próxima a uma Linha de Ley e cercada de águas, que todos sabemos é um dos elementos básicos do Universo, começamos a ver o mundo de outra forma.
Só não estava preparado para o que aconteceu.
Observando o céu sem luar, junto com o Denis, marido da Liliana, comentávamos sobre o lugar, como não víamos vida animal em determinadas partes, como se algo afastasse os bichos. Do nada, sentimos uma sensação ruim, um frio na espinha, um vento frio passou por nós, mas nenhuma folha se mexeu.
Segundos depois o Thai, um dos cachorros da casa, ganiu e correu para dentro.
Uma voz falou baixo em meu ouvido: Fotografe-me. Eu existo.
De forma autômata, apertei o obturador da máquina.
Eu lembro quando a Nova Geração foi lançada, a primeira série de Star Trek desde a série clássica nos anos 60. Foi um estouro. Sem contar que antes de se falar de blogs e credibilidade jornalística, o Globo publicou uma matéria de página inteira na capa do 2o Caderno, com uma foto ENORME da USS Enterprise. De cabeça para baixo.
Depois disso foram mais três séries, muita água debaixo da ponte, uma longa e sinuosa estrada. Mas não me sinto velho. (tecnicamente admito que continuo com 12 aos de idade mental, mas não vamos seguir por essa linha)
Vou aproveitar o final de semana para participar das festividades desses 20 anos. Vai rolar em São Paulo um evento da F.F.E.S.P. –
Federação da Frota Estelar de São Paulo, um dos clubes sobreviventes, agora que a Internet matou os eventos e a necessidade de participar de convenções para assistir episódios.
Eu estarei lá, dia 23/9, à partir das 10h, na Rua Tamandaré, 348, na Liberdade. Estou precisando de um pouco de inocência, e nada melhor do que um ambiente de fãs comungando em torno de algo que gostam para dar essa inocência.
Sem contar as meninas de vestidinhos curtos.
Para o calendário completo desse evento, visite este link ou clique na imagem.
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