Existem fobias que são frescura e fobias que são claramente fruto de nossa memória evolucionária. Medo de escuro é essencial para manter filhotes de animais diurnos na toca. Medo de cobras e aranhas é quase auto-explicativo.

Outros são mais sutis, como a tripofobia, que é o medo de buracos encadeados, especialmente em formas orgânicas. Por exemplo: Muita gente sente desconforto olhando pra isto:

 

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São só sementes de lótus, mas algo primal grita que é errado, que isso não deve acontecer. Se ainda não é desconfortável o bastante, vamos a este óbvio Photoshop:

 

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É ESSE o medo. Instintivamente associamos com larvas, sabemos que parasitas são danosos. Queremos manter distância. Um sujeito infectado é prejudicial ao resto do bando.

Na verdade nem dá para dizer que é um resquício evolucionário, ainda hoje em boa parte do mundo isso é um problema. Veja (ou melhor, não veja) este vídeo demonstrando a retirada de uma larva de berne do braço de um infeliz:

Claro, o que vai deixar sua tripofobia a 110% é a Rã do Suriname, uma espécie que ao invés de botar os ovos em um canto e esquecer, os leva nas costas, em buracos que os girinos escavam mais e mais, e só emergem adultos. VEJA e tenha pesadelos:

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