Em um caso clássico da Justiça dos EUA o Estado de Ohio tentou banir um filme por considerá-lo obsceno. As definiões legais eram vagas e desatualizas, além de aceitarem muitas interpretaões.

O caso escalou até a Suprema Corte, quando o exibidor do filme foi declarado inocente e o Estado de Ohio proibido de censurar a obra. O curioso é que os juízes não conseguiram chegar a um acordo sobre a decisão por extenso, cada um tinha uma opinião diferente para justificar seu voto.

A mais famosa foi a do Juiz Potter Stewart, que disse não conseguir definir o que constitui material pornográfico, e talvez nunca venha a conseguir, mas ele o reconhece quando o vê, e o filme em questão não era pornográfico. Arte é a mesma coisa. Complicado definir quando algo é arte ou não.

Prefiro nem tentar, mas eu sei que é quando vejo. Não quer dizer que tudo seja Arte do Bem, há muita picaretagem disfarçada de mudernidade. Este filme aqui é obra de um picareta que se diz artista. Seria uma versão do Apanhador no Campo de Centeio, de JD Salinger. O filme no entanto é um experimento, uma forma de dar o controle total ao espectador. Ele imagina o que o filme contém, não depende do diretor ou sequer da imagem.

É, filme sem imagem. O filme em questão é composto de uma tela azul exibida durante 75 minutos e 6 segundos. Não, não sei se a Microsoft patrocinou.

O vídeo abaixo ativa meus sensores de Arte, mas os de Picaretagem estão reportando sinais inconclusivos. É estranho demais. Uma guria não pisca enquanto um sujeito enfia uma salsicha na boca dela (au!). Escrito parece muito mais erótico do que no vídeo, acredite.

Eu ACHO que é arte, mas continuo fazendo a pergunta: PRA QÊ ???????

 

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