Sempre de olho em novos mercados, George Lucas lançou quadrinizações de seus filmes da trilogia de seis episódios Star Wars. O problema: Quadrinhos nos Estados Unidos eram vistos como coisa para crianças, e das mais lentinhas. As histórias eram bobas, o famigeradoComics Code proibia tudo de divertido. Nudez, sexo, morte, violência, linguagem “pesada”. Star Wars, embora um filme para crianças, tinha lá suas cenas meio grotescas.
O Império pega pesado…
Os cadáveres ainda fumegantes do Tio Owen e da Tia Beru me deram pesadelos durante um bom tempo, mas o que vale no cinema não vale nos quadrinhos.
As versões lançadas nos EUA tornaram a história boba, removeram um monte de cenas “inapropriadas”, como Luke cortando a cabeça do Vader imaginário, em Dagobah. Na versão em quadrinhos uma decapitação NUNCA seria aceita, portanto mudaram e a luta termina de forma meia-boca, o capacete de Vader cai e Luke diz “ei, é meu rosto”.
Aliás, como falam, parece que essas quadrinizações são para idiotas mesmo, tudo é explicado. Antecipando a kibificação da humanidade, nada é deixado ao leitor. Todas as cenas são explicadas em detalhes.
Por outro lado, a versão japonesa é LINDA. Desenhada e adaptada por artistas locais, no melhor estilo mangá, com cortes cinematográficos, longas cenas sem diálogos e nenhum balão explicativo. Vejam a diferença: Na cena abaixo, da versão americana, Darth Vader mata (ou acha que mata) Obi Wan Kenobi, e este vira purpurina, conforme ensinado por seu falecido mestre:
A cena se resume a isso, dois quadrinhos. Nada mais. E, claro, toneladas de explicações textuais.
Agora vejamos a sequência na versão japonesa. que consome TRÊS páginas:
Neste link aqui você encontra outros exemplos das variações. E sendo o Japão o Japão, não poderia deixar de haver um ar de sacanagem. Destaque para este primoroso ângulo da cena em que Leia estrangula Jabba…
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É isso aí, gravei uma participação no Nerdcast, onde falamos durante umas 4 ou 5 horas sobre Rambo, Stallone e seu legado para a Humanidade. Entre outras constatações geniais, percebi pela primeira vez que o Coronel Trautman é um grande FDP, e seu único propósito na vida era ferrar com o Rambo.
Vá no Jovem Nerd, baixe para seu iPod, ou ouça na página, sei lá. Divirta-se, é a edição 102.
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O pênis de Chuck Norris além de flexível tem seu nome tatuado
Fato: Chuck Norris foi visitar as tropas no Iraque. três dias depois Saddam Hussein foi capturado.
A notícia é de 2006, mas só descobri agora. (é, ando meio lentinho)
Essa participação de artistas no esforço de guerra é bem antiga. O comediante Bop Hope foi um que participou de TODOS os conflitos, da 2a Guerra à primeira Guerra do Golfo, e só parou depois que morreu, em 2003, aos 100 anos de idade.
Existe uma maturidade entre a classe artística nos EUA e outros países mais vividos, onde é clara a separação entre a política do Governo e os homens e mulheres das forças armadas. Um artista fazendo um show pra entreter as tropas em um teatro de guerra está apoiando os soldados, não a guerra em si.
Aqui no Brasil não temos essa percepção, por isso nossos pracinhas são tão negligenciados. Senta a Pua foi um excelente documentário de Erik de Castro, assim com A Cobra Fumou, seu filme sobre a FEB, mas não tiveram o destaque merecido.
Nossa educação foi tão negligenciada que estudei 2a Guerra Mundial em uns 3 dias no colégio, e só soube que o Brasil teve participação na PRIMEIRA Guerra Mundial alguns anos atrás.
Você sabia que no Espaço Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro, há um monte de material resgatado de naufrágios, uma barca usada por Dom João VI, o submarino-museu Riachuelo e o navio-museu Bauru, abertos para visitação pública, di grátis?
Manja aqueles filmes da 2a Guerra, Midway, Tora-Tora-Tora? Quer ver como é um destróier de escolta totalmente restaurado, ambientado como seria em uso, em 1944? É só entrar.
O Laurindo Pitta é um rebocador de alto-mar de 514 toneladas da Marinha Brasileira usado na 1a Guerra Mundial, na Costa da África. Construído em 1910, ele não só continua funcionando muito bem, obrigado, como faz passeios pela Baía de Guanabara, a preços ridiculamente baratos.
Quem estiver procurando dicas para se distrair, de 3a a Domingo, é um passeio que recomendo. E não é tão apertado assim dentro do submarino Riachuelo. Afinal de contas, eu consegui entrar!
Eu não tenho informação nenhuma, a foto achei nas Internets, mas eu juro pela saúde, vida e glória da Luciana Vendramini que essas cores me parecem MUITO familiares.
PS: Por favor não me façam ter que colocar uma seta na imagem…
PS2: Pelo visto o ato de consertar aviões comerciais com fita adesiva é mais difundido do que eu imaginava…
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