Blog do Cardoso

You’ve lost today, kid. But it doesn’t mean you have to like it

Jan
24

Cloverfield - ou: Godzilla no dos outros é refresco

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Graças a um convite da Paramount, através da agência Riot, assisti ontem a Cloverfield, o filme de monstro mais esperado da temporada, que ganhou no Brasil o título idiota e paternalista de “Cloverfield - o monstro”.

A História:
Cloverfield é um filme de monstro. Sim, um monstro ataca Nova York. Uau, original, não? Então imagine que é um filme de monstro mostrado não do ponto de vista do herói que mata o monstro, ou dos militares que combatem o monstro, ou do ponto de vista “Deus”, onde sabemos tudo sobre tudo.

Imagine um filme de monstro do ponto de vista do peão, do zé, do sujeito que está em casa quando Godzilla derruba o prédio.

No filme um grupo de amigos é pego no meio do ataque. Ninguém sabe de nada, a única opção é fugir e sobreviver. O exército não tem idéia do quê está atacando, e você não sabe de onde o monstro veio, quando surgiu e sequer seu nome.

Tudo isso é filmado pela câmera de um dos personagens, que está documentando uma festa de despedida, nos primeiros dez minutos, onde os personagens são apresentados.


“You Maniacs! You blew it up! Ah, damn you! God damn you all to hell!

Se for resumir em uma linha, eu diria que Cloverfield é como a Bruxa de Blair, mas a bruxa existe. Tem mais de 60 metros de altura, é mau feito o pica-pau, come gente e é UNSTOPPABLE! graaaaaawwwwwrrrrrr.

Pelo primeira vez em um filme de monstro não há prólogo mostrando a origem do monstro, não há um General durão comandando as tropas, não há cientista desacreditado mas que tem o segredo para salvar o mundo e matar o monstro, não há nenhum clichê típico. É um filme de monstro completamente “errado” pelo que estamos acostumados.

Sim, há paralelos com 11 de Setembro, mas não espere o monstro falando com sotaque árabe. O paralelo é simples: Gente desorientada no meio de algo que não tem idéia do que seja. As imagens muitas vezes são idênticas, pois 11/9 nos demonstrou visualmente o que acontece quando dois prédios gigantescos são derrubados, e isso nunca tinha acontecido antes. É poeira, gente tossindo, papéis voando e uma atmosfera de fim do mundo.

Subitamente os filmes de Godzilla deixam de ser tão divertidos.

Aqui temos o trailer do filme:


link para o vídeo


Se você acha que vai ver um Bruxa de Blair, fique tranquilo. Há um roteiro por trás, o filme tem começo, meio e fim, embora não seja “Hollywoodiano”. Por outro lado, se você não gosta de câmeras de mão, de filmagens em primeira pessoa, melhor não assistir. Há muita correria, o personagem com a câmera cai, se machuca, derruba a câmera. Exatamente como faria se aquilo estivesse mesmo acontecendo.

Aliás, a grande sacada de Cloverfield é ser um filme de monstro mostrando o que aconteceria com VOCÊ, COMIGO em uma situação dessas, e não com o Chuck Norris.

Você vai odiar Cloverfield SE:

* Você simplesmente odiou Bruxa de Blair, pela idéia

* Você gosta de filmes onde todos os mocinhos se salvam

* Você gosta de filmes onde alguém explica tudo que está acontecendo

* Você gosta de filmes onde a origem do monstro e mostrada e explicada, em geral com gráficos, palavras pequenas e letras grandes

* Você odeia câmeras de mão. Se não está em um tripé ou em um dolly, não presta

* Você gosta de heróis super-humanos e super-inteligentes, que sacam tudo que está acontecendo só olhando uma pedra, um chiclete mastigado e um arranhão na parede, como o Grisson de CSI, ou o Monk.

Aviso: NUNCA, JAMAIS assista Cloverfield com aquela namorada chata que fica perguntando o tempo todo o quê está acontecendo, que comprou a Superinteressante explicando Matrix e que até agora não entendeu que a colher era uma metáfora. Se ela viu Clube da Luta e não entendeu o final, FUJA.

Por outro lado, se você quer ver um filme diferente, se quer ver o que acontece no chão enquanto o monstro da semana arrasa a cidade, esse filme responde essas perguntas. Mas só essas. Você não vai saber de onde veio o monstro, o que ele quer, quem está no comando, nada, nada, nada.

Eu adorei. Melhor filme do ano até agora.

BÔNUS - Mais um motivo para assistir Cloverfield:

Essa gracinha, quase desconhecida, tem o improvável nome de Odette Yustman, e é a hot babe do filme, embora não esteja tão hot na maior parte do mesmo. Na verdade, ela é a culpada de tudo. SIM, América, eu descobri o segredo de Cloverfield. A Odette é MUITO pé-frio.

Prova? Vejam ela aqui, em Transformers, segundos antes de seu carro se transformar em um Decepticon e começar a atacá-la. Fiquem longe, essa mulher é puro problema!


Jan
23

Salsinha D’além mar do Dia

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Eu mereço. Vejam que comentário LINDO, neste post sobre a Hello Kitty:

as fexaines
susana13@sapo.pt
IP: 213.30.127.67

se nos vos ouvimos a falar mais mal da kity nos fazemos um prossesso contra este site
estao avisados

love
kity
fexaines

Está comprovado que existem salsinhas do outro lado do Atlântico.

Podem me prossessar, queridas, mas antes EU vou processar vocês. Por homicídio da Última Flor do Lácio.


Jan
23

Manual para Japonês tarado

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Eu não tenho a mínima idéia do que está escrito, mas pelas imagens é uma página de um manual ensinando a sacar japinhas (de preferência professorinhas) pagando calcinha.

Vou dar uma saída hoje, levarei uma trena para checar as medidas e postarei os resultados ;)

Achado no BoingBoing

[atualização] Como bem-apontado por vários leitores, o texto está em coreano. Portanto só posso deduzir que os japoneses não só são tarados como possuem uma indústria de turismo sexual para os vizinhos próximos, distribuindo apostilas para os tarados que não falam japonês ;)


Jan
23

Nicolau, Nicolau, pega no meu marketing personalizado

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As primeiras experimentações em publicidade personalizada foram muito bem-sucedidas. O pessoal ficou impressionado ao abrir as revistas e dar de cara com um anúncio chamando o assinante pelo nome.

Agora o Itaú resolveu fazer coisa parecida. Mandaram para os correntistas um panfleto falando de financiamento automotivo, com o nome do cliente no título E uma placa personalizada, com os três primeiras letras do nome do sujeito.

No caso do Paulo Muller, que me passou o panfleto abaixo, diria que eles não foram muito felizes…