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Pavê de chocolate com leite Moça da Nestlé. Humm. Delicioso. Só de pensar já me sinto como o Homer, babando. Pela foto na caixa é uma coisa linda. Só que, assim como a Mulher Tunada, a decepção ao abrir a embalagem é total. A gente come do mesmo jeito, mas nem de longe é o que a propaganda toda vendia.
Não adianta, aparência é tudo, como bem-ensinado n´O Pequeno Príncipe.

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Dec
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OK, confesso que a frase não foi muito feliz, mas eu estava tentando tranquilizar o Leo, que me sugeriu investir em seguro de vida depois que contei que iria passar o reveillon no mato, e que dessa vez nem de Fokker 50 era, eu iria de Brasília mesmo.
Se a imagem mental que se formou em seu cérebro foi disso:
Você não está muito longe da verdade. A, digo, O Brasília em questão é o EMB-120, da Embraer, da foto abaixo:
Isso, essa coisinha aí. Só falta o piloto ser o Jack Dalton, aquele amigo do MacGyver. Pior que não tem jeito, o aeroporto de São José dos Campos é minúsculo. Eu até iria de Legacy (”aquele” Legacy decolou de lá) mas o AdSense ainda não está pagando tão bem. Alguma companhia aérea querendo anunciar em blogs? Fazemos permutas.
Por falar em blog, fiquem tranquilos. Tenho vários posts agendados e estou levando meu pendrive com tudo que preciso. Não vou sumir por um mês como fiz da última vez.
Agora com licença, hora de fazer as malas.
PS: Alguém tem um pára-quedas pra emprestar? Sabe como é, prevenir é bom…
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Jabá,
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“Oi, quer um Grill do George Foreman pra você testar?”
De todas as propostas comerciais que recebi essa foi a mais sincera. Bem, se os caras querem se dar ao trabalho de enviar um trambolho de uma caixa aqui pra casa, quem sou eu pra dizer que não.
O Grill chegou quando eu estava viajando, então levei quase um mês para experimentar.
Dada a qualidade do lixo que anunciam nos programas de televendas nas manhãs da TV, não esperava muita coisa, mas não é que o negócio é bom?
Nada daquelas porcarias chinesas vagabundas que esfarelam só de olhar. O Grill é pesado e resistente. O Teflon dele é de primeira. Ei, eu compro MUITA panela vagabunda, eu sei reconhecer Teflon bom!

A história por trás do Grill, se a Wikipédia não está mentindo, é que ele foi inventado pelo próprio George Foreman, e que ele ganhou mais dinheiro com o Grill do que em toda sua carreira como pugilista. Algo em torno de US$150 milhões.
A idéia é genialmente simples: Ao invés de uma chapa como vemos em lanchonetes, ou frigideiras, onde a carne flutua na própria gordura e vai depois direto pras suas artérias, temos uma grelha com raias profundas e uma inclinação acentuada. Isso faz com que assim que as gorduras nojentas (ou graxa, como dizem os gaúchos) se liquefaçam, escorram grelha abaixo, caindo em uma bandejinha especialmente projetada para mostrar o resultado:

Nojento, não? Mais nojento ainda é saber que quando você come um bife frito pelos métodos tradicionais você está BEBENDO isso.
Como assim sem botões?

Isso mesmo. Parece o iPhone, se bem que esse tem um botão. A idéia aqui é bem filosofia da Apple: “Simplesmente funciona”. O modelo que testei não tem botões, controles de temperatura, 20 programas diferentes, nada. Sequer botão de ligar/desligar. Você enfia o plug na tomada da parede, ele começa a funcionar. Um termostato interno vai manter a temperatura da grelha constante, e uma lâmpada indicará que ele está ligado aquecendo. Caso a temperatura ultrapasse o indicado, ele se auto-desliga por uns momentos, e a lâmpada apaga.
Dieta Forçada

O modelo que ganhei (cês num vão querer de volta, né, pessoal?) é o GBZ4I, uma nomenclatura muito sem-graça para um produto que se anuncia como Lean Mean Fat-Reducing Grilling Machine. Não é muito grande, não dá pra grelhar um porco, exceto em partes. Mas dá para fazer uma boa refeição para um casal, ou uma refeição razoável para um blogueiro esfomeado.
Limpeza
Eu odeio lavar panelas. Louça tudo bem, mas panelas e apetrechos me enchem o saco. Como aquele processador com 3421 partes, que você usa para picar alho (cacófato proposital) por 0,04s e depois gasta 40 minutos lavando cada uma das 3421 partes. O Grill acima pode ser limpo com uma esponja úmida, ou como descobri, com toalhas de papel. É até melhor, pois deixam uma fina camada de óleo, que protege contra a corrosão e dá um gostinho extra à carne.
Para os casos extremos, ele vem com uma pazinha de prástico com uma frente dentada que se encaixa na grelha e ajuda a remover os detritos mais insistentes. Pela minha experiência o tempo de limpeza é de menos de 1 minutos.
Problemas
Cozinhar com grill demanda cuidados especiais. Se a carne não for temperada com antecedência, não ficará boa. Ele é MUITO rápido, não dá tempo do tempero passar para a carne. Portanto, planeje. Também é preciso prestar atenção na ALTURA da carne. O grill aquece dos dois lados, portanto nem é preciso virar a carne, mas se um bife tiver 3cm de altura e outro 1cm, o cozimento será desigual.
Outro aviso: Lingüiças explodem. Sério. Sugiro veementemente que você encarne a Lorena Bobbit e ataque a lingüiça sem dó. Fure-a várias e várias vezes. Do contrário a gordura irá se expandir, esquentar e esperar pacientemente até você levantar a tampa para olhar diretamente para ela. O resultado? Você vai virar o Falcão 7.

Dizem que o grill é bom para grelhar vegetais, mas eu não vou desperdiçar um equipamento desses queimando mato. Melhor usar para fazer um hamburger 100% de bacon.
Ah, na parte de cima há um compartimento aquecido onde você pode esquentar sua bisnaga. (isso soou tão ruim quanto eu pensei?)
Conclusão
Você não vai viver 100 anos se ficar se entupindo de bacon e lingüiças, mas pode ganhar alguns anos, se diminuir a quantidade de gordura ingerida. Já que não está em seus planos comer comidas saudáveis (e sem-graça), o grill do George Foreman é um excelente auxílio. Tem até Selo de aprovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Eu fiquei impressionado quando vi uma linguiça murchar para 1/3 de seu tamanho (SEM PIADAS, BANDO DE PALHAÇOS!). Quando fazia frita na frigideira, linguiças tendiam a encolher no máximo uns 20%.
O modelo testado custa R$189,90 e pode ser encontrado aqui. No meu Flickr tenho outras fotos dele em ação, mas aviso que na vida real a comida NÃO fica tão bonita quanto nos anúncios.
Nota: Este NÃO é um post patrocinado. Se fosse garanto que custaria mais de R$189,90. É uma resenha onde o fabricante fez uma aposta. Se o Grill tivesse explodido ou eu achasse uma bosta, o prejuízo deles seria bem maior que R$189,90. Embora à primeira vista pareça que estou levando prejuízo, eu acho essa forma de divulgação bem saudável.
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Nada mais assustador do que perceber que South Park por mais estranho que seja não é mais estranho que a realidade. Enquanto no desenho temos o Mr Hankey, o Cocô de Natal, na vida real temos… El Caganer.
A idéia: na Espanha os presépios não mostram apenas a cena da Natividade, mas grande parte da cidade de Belém. Com isso temos muito mais personagens. Tradicionalmente na região da Cataluña é incluída uma figura de um sujeito agachado, “soltando um barro”. A tradição existe desde o Século XVII, mas é tão esquisita que nunca se espalhou.
As explicações são várias. Vão desde as filosóficas, de que eles existem para mostrar que no fundo somos todos iguais, que o ato de fazer cocô abrange todos os humanos, às mais mundanas, de que o Caganer é só um brinquedo divertido colocado nos presépios para divertir as crianças. Eu acredito mais na segunda.
A Igreja Católica local engole o Caganer, mas não é exatamente fã. Não podemos culpá-la, ainda mais porque dos anos 40 pra cá se tornou popular criar Caganeros com personalidades públicas, como artistas, jogadores de futebol, políticos e bem… veja um exemplo:
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