Blog do Cardoso

You’ve lost today, kid. But it doesn’t mean you have to like it


Oct
19

O Hype do Tropa de Elite

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Estava lendo a Veja com a capa sobre o Tropa de Elite.

Os blogs, a cada 5, 8 falam do filme. Eu ainda não vi (nem o Sílvio). Segundo o Bernardo é um bom filme, e minhas opiniões costumam bater com as dele. Mas não sei se vou ver. Eu DETESTO obrigação, obrigação pra mim nem com os Orixás. E ver Tropa de Elite se tornou Dever Cívico.

Eu ODEIO quando não me dão opção, e no Brasil hoje ninguém tem opção de NÃO ver Tropa de Elite, seja no piratão, seja no cinema. Normalmente não perguntam nem se eu “vi”, perguntam “já viu?” como se fosse algo inevitável. Não é.

carloscardoso-tropadeelite.JPG

Por tudo que estou lendo por aí, TDE (cansei de escrever Tropa de Elite. D´oh!!) é um filme de ação. Um bom e velho filme policial, um SWAT, um Dirty Harry, um Desejo de Matar, um Stallone:Cobra, um The Shield.

“Oh, Capitão Nascimento tortura bandidos, vamos nos desbelotar em praça pública!!!” Pro inferno, Jack Bauer faz isso todo dia, vemos dezenas de séries com cenas de tortura e violência. Só aqui não pode? Ou só aqui todo mundo se espanta?

Eu estou curioso, confesso, falam que a edição e efeitos visuais estão alinhados com o padrão hollywoodiano que aprendemos a gostar, e é o primeiro filme brasileiro que consegue isso. Se for, palmas pra ele, eu não aguento mais a estética pobre do nosso cinema, tudo com uma câmera só, no tripezão, estilo teatro filmado.

Outro dia reclamei que Tropa de Elite glorifica favela. Alguns protestaram. Eu acho que glorifica, pode ter o diferencial de glorificar a polícia, pra variar, mas continua sendo a clássica temática brasileira de mostrar miséria. SE isso foi bem-feito mesmo, se conseguiram fazer um entretenimento do nível de um Shaft, é justificado, mas eu gostaria MUITO de ver um filme brasileiro, de ação, que não tivesse traficante com camisa do Flamengo e barracos. Só pra variar.

Nós temos um universo riquíssimo, mas com 120% dos cineastas brasileiros formados pela Escola de Cinema de Havana, todo filme tem que ser uma Denúncia Social e preparar o caminho para a Revolução Inevitável do Proletariado. Como disse um professor meu na UFF, Antônio Sérgio, “Se a revolução é inevitável, eu vou pra praia esperar”.

Os raros filmes que não seguem a linha favela-mon-amour são os da Globo Filmes, ou TV em 24 Quadros, como eu chamo. Desculpe, Guel Arraes, você é um gênio na TV mas você só faz TV. A Globo Filmes faz TV em película, e em alguns casos nem isso. Quando teremos um bom filme de Guerra? Quando alguém vai perceber que há CENTENAS de histórias da 2a Guerra que dariam filmes ótimos? Quando teremos filmes de esporte menos constrangedores que aquele do Zico?

Ops, já tivemos, Fuga Para a Vitória, com o Pelé, mas nem brasileiro no filme ele era, pois não conseguiram encaixar um brazuca no roteiro. E ops, o filme não é brasileiro também.

Querem ver um filme despretensioso, com uma visão completamente diferente do cinema brasileiro tradicional? For All – O Trampolim da Vitória, que conta uma história tendo como cenário a base aérea do Exército Americano em Natal, RN, durante a 2a Guerra Mundial. Tem até um musical no vestiário dos soldados. A cena do professor de português ensinando palavrão pros gringos é tudo de bom.

Eu quero ver Tropa de Elite, mas quero ver outra coisa também. Nosso cinema parece Samba de uma Nota Só, e mesmo tocado pelo Cartola, cantado pela Elis Regina, como parece ser o caso, continua sendo samba de uma nota só.


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  1. Luis Santos em 19/10/2007 - 13:38 escreveu:

    Aloha Chefe!
    Ainda não vi, também.
    Nem pirata, nem cinema. Não parece estranho ter q



  2. Luis Santos em 19/10/2007 - 13:47 escreveu:

    Aloha Chefe!
    Ainda não vi, também.
    Nem pirata, nem cinema. Não parece estranho ter que comentar que não viu a cópia pirata?!?!
    Realmente faltam roteiros, novelas morreram com Dias Gomes e Janet Clair.
    Atores temos aos montes, cinema e teatro.
    Ian McKeelan e Chris Walken não são melhores que Paulo Autran ou Fernanda Montenegro, Latorraca ou o Fagundão.
    Mas o ritmo/cultura “novela” não produz cinema como o ritmo “videoclip da MTV”, vide o McG. Que vende.
    Acho que vou pra praia esperar…
    Aloha!



  3. Everton Foscarini em 19/10/2007 - 13:50 escreveu:

    Não fica pensando muito e vai assistir logo.

    Esquece temas sociais/sociológicos e assiste o Capitão Nascimento sentando o dedo na po**a do gatilho.

    E o filme não glorifica favela/polícia/classe média. Tem de tudo em cada núcleo:
    - trabalhadores e bandidaços que não perdoam
    - corruptos, torturadores e caxias
    - gente normal e maconheiros

    E tudo na conta do Papa.
    Não tô nem um pouco interessado se é um filme fascista/documentário/ficção. É filme de ação com algumas tiradas engraçadas. Ponto final.



  4. Lancelot em 19/10/2007 - 13:54 escreveu:

    Já vi o filme, e devo dizer que foi um bom filme sim, só que não é o que dizem. O filme fica um pouco desinteressante no meio, mas está bem acima do padrão brasileiro(e também é melhor que muito filme gringo).Ele perde para filmes como : Menace II Society, Dia de Treinamento, e The Departed.



  5. AC de Souza em 19/10/2007 - 13:59 escreveu:

    Caro Cardoso,



  6. AC de Souza em 19/10/2007 - 14:04 escreveu:

    Caro Cardoso,

    Eu escrevei um p*** comentário argumentando cada parágrafo do seu texto. Tentando explicar o quanto gostei do filme Tropa de Elite, a beleza da produção e do texto. Mas não consegui me satisfazer com o que escrevi. Estava muito detalhado, mas não conseguia passar a emoção que eu queria. Então lembrei da definição que um amigo deu sobre o filme:
    - “Dá vontade de ser policial”.

    [],
    AC

    P.S.: A anta que está usando o teclado enviou o comentário anterior sem querer. Desculpa e pode apagar…



  7. Bruno Guedes(Toupeira Profissional) em 19/10/2007 - 14:08 escreveu:

    Apesar do meu icrível índice de Aversão a Hype(aumentado drasticamente por Jogos Mortais), assisti ao tal e, bem, ele é realmente muito bom. TdE é um filme, e está limitado pelo que limita qualquer filme: o público. Tem gente que gosta, tem gente que não. Que coisa, não?

    Glorificação da favela foi a primeira coisa que, como de costume, desmistifiquei quando vi o filme(pra variar, não foi a qualidade, ainda bem). Se algo está sendo glorificado, é o BOPE(não tem corrupção, ama a lei, limpa a sujeira da polícia, etc etc etc), não a favela.

    Agora… que cara de Contraditorium esse post, ou é só impressão minha.



  8. Cardoso em 19/10/2007 - 14:16 escreveu:

    Alexandre, seu fanfarrão ;) Essa é a marca do bom filme.

    Bruno, eu fui por um ano vizinho de porta de um cabo do BOPE, na época que o filme se passa, provavelmente ele estava na operação mostrada. Se 10% das histórias são verdadeiras, o BOPE é foda. E sim, o passatempo dos caras era prender advogado corrupto que tentava subornar algum membro do grupo.



  9. Henrique em 19/10/2007 - 14:52 escreveu:

    Cardoso, você esqueceu de filmes como “Olga” e “O Dia em Que Meus Pais Saíram de Férias”.
    Nenhum deles é tão bom quanto “Cidade de Deus” ou “Tropa de Elite”, mas são filmes que considero razoáveis para bons e se passam na época da ditadura militar / segunda guerra.

    Quanto a Globo, acho o problema é que estão mais preparados para fazer miniséries do que filmes, eu tiro o chapéu para as séries como “A Casa das Sete Mulheres”, “A Muralha”, “O Auto da Compadecida” (algumas das quais eu acompanhei). Um bom exemplo de uma excelente série que quando virou filme não ficou tão bom é exatamente “O Auto da Compadecida”, que pegaram cenas da série e resumiram para caber no filme. Tirou 50% da graça.



  10. Daniel em 19/10/2007 - 15:09 escreveu:

    Cardoso,

    Obrigação não é, só se você for, nos seus termos, salsinha pra kct pra dizer que se todo mundo vê e comenta você TEM de fazê-lo também. É claro que seu papel, como bom blogueiro que é, é comentar, discutir e levantar questões sobre aquilo que interessa (seja a vc, seja a seu público, apesar de eu achar que escrever tentando agradar aos outros seja uma idéia no mínimo perigosa). Mas um conselho: seu artigo seria muito mais interessante se ao invés de ler sobre o filme você deslocasse suas nadegas em direção ao cinema.

    []´s

    Daniel



  11. mary em 19/10/2007 - 15:14 escreveu:

    Cardoso,

    Como todo filme, uns amam e outros odeiam, pra esse filme acho que não tem um meio termo.

    Concordo com o Bruno, o foco do filme é o BOPE, como uma entidade honesta, inteligente, que tem moral, que põe medo nos bandidos (“Car*, ele é do BOPE” – Baiano pegando um policial baleado do BOPE e coloando ele na kombi pra levar pro hospital) e na propria policia(“Não vai subir nignuem nessa porra!” – Cap. Nascimento mandando os PMs não subirem no morro), e que ajuda a policia quando estão na merda(“Eles fazem a merda e a gente tem que ir lá pra limpar. Vamos pro Babilonia.” – PMs no meio de um tiroteio com traficantes).

    A favela é simplesmente um cenario, pra mostrar que ONG dentro dela tem permissão do chefe, que muito filhinho de papai é revendedor de drogas na faculdade, e é onde os traficantes ficam (“Cadê o baiano?”). Mostra o lado corrupto e honesto da policia. Mostra que tem q ser mto macho pra aguentar o treinamento, e que eles sabem quem é quem no treinamento, e que corrupto com eles não tem vez (“02, vc não vai conseguir pegar esse bote, sabe pq 02? pq tu é corrupto, cafetão, teu lugar e com piranha, pede pra sair.”).

    Eu amei o filme, me diverti muito na parte do treinamento. Tem ação, é empolgante e com ótimas frases do cap. nascimento.

    E fora isso, nos deu um heroi brasileiro.
    A gente só sabia falar de chuck norris, jack bauer, Bourne.
    Agora tem o cap. Nascimento, que deixa os 3 com “medinho”…rsss

    Como diria o judão, Eu RECOMENDO.

    abs



  12. Fernando Cury em 19/10/2007 - 15:14 escreveu:

    Sabe Cardoso? Achei o filme muito bom! O que o AC de Souza (Alexandre, ao que me parece), disse é verdade: Dá vontade de ser policial! O problema é que as balas matam de verdade… enfim… rs

    Também não curto a imagem de que seja obrigatório assistir o filme, nada é obrigatório. Porém te aconselho: dê uma olhada, vale a pena! rs

    []s



  13. mary em 19/10/2007 - 15:20 escreveu:

    Fernando, o AC é de Antonio Carlos :D



  14. Leonardo Maciel em 19/10/2007 - 15:25 escreveu:

    É a primeira crítica de filme que eu vejo, que o crítico em questão não viu o filme! HAHAHAH!

    Parece o José Wilker no Oscar: “É .. esse eu não vi.”

    Concordo que a maioria dos filmes brasileiros,(que fazem sucesso) mostram miséria, mas parece que é assim que um filme brasileiro consegue chegar a esse hype todo.

    Mas como todo o povo disse: “Assiste Cardoso!” =D

    Abraços!



  15. Luiz Aquino em 19/10/2007 - 15:31 escreveu:

    Cardoso… o Samba de uma nota só é do Tom Jobim



  16. Nospheratt em 19/10/2007 - 15:33 escreveu:

    “Oh, Capitão Nascimento tortura bandidos, vamos nos desbelotar em praça pública!!!” 1º HUAHUAHUAHAUHAUA 2º O Jack Bauer vive na Gringolândia, uma terra de fantasia. O pessoal rasga as vestes porque TdE retrata (bem ou mal, não vem ao caso) a realidade que conhecemos. Com o Bauer, é tudo mentirinha, então não tem problema. Mas não venha me mostrar a realidade, que coisa horrível!



  17. Rodrigo Nascimento em 19/10/2007 - 15:37 escreveu:

    Concordo com o Leonardo Maciel. Cardoso ta inaugurando a crítica sem ter visto, a crítica pelo que ACHA que vai ver. Po, tira o rabo gordo da cadeira e depois comenta :-)

    Blogueiro preguiçoso é blogueiro pobre.



  18. Herbert em 19/10/2007 - 16:06 escreveu:

    Cardoso, você tá certo em chamar esse filme de Hype. Hypes geralmente me afugentam.

    Toda a vontade que tenho de descobrir algo novo vai pro ralo quando começam a falar demais – digo – falar bem demais. Falam tanto que os caras que comentam o filme em blogs como este elaboram verdadeiros spoilers (para os desavisados, spoiler é aquele relato que te conta o filme todo – ou boa parte dele – incluindo o final) e nem se dão conta disso. Tá dando raiva de ver a altíssima procura desse DVDs nos camelódromos da área.

    Minha resposta, a essa altura do campeonato, é: não, obrigado.



  19. Maldito em 19/10/2007 - 17:08 escreveu:

    O filme “O que é isso, companheiro?” fala sobre a ditadura. Achei bem legal.



  20. Igor em 19/10/2007 - 17:21 escreveu:

    “…gostaria MUITO de ver um filme brasileiro, de ação, que não tivesse traficante com camisa do Flamengo e barracos. Só pra variar…”

    Então esquece Cardoso por que aparece, e muito…



  21. Fábio Crestani em 19/10/2007 - 18:13 escreveu:

    Disse tudo Cardoso.
    Eu “ainda” não vi o filme; todo mundo comenta, tem até gente que disse que qué entra no BOPE… é um hype mesmo…

    E filmes diferentes fazem falta mesmo, mas o Brasil não faiz tão feio, a produção é boa, só falta enredo melhor.



  22. Valérie em 19/10/2007 - 22:44 escreveu:

    O que me chamou muita atenção no filme foi a maneira “Tarantinesca” com que ele foi feito. Como Tarantino pode ser tudo, menos um enlatadão com final previsto, Tropa de Elite também consegue ser diferente.

    Acredito que você gosta do Estilo de Tarantino e acho que vai gostar do Tropa. Adoro Tarantino, amei Tropa de Elite.

    Para mim é sinal que o cinema brasileiro ainda tem salvação.

    Abçs.



  23. Stanley em 19/10/2007 - 23:10 escreveu:

    Cardoso, os filmes do Jorge Furtado fogem dessa temática social, e conseguem ser bons filmes no que se propõe. Meu Tio matou um cara, O homem que copiava, Saneamento Básico. É o cinema nacional melhorando a cada filme.



  24. Bruno Mota em 20/10/2007 - 01:44 escreveu:

    “Homens de branco qual é sua missão?
    É descer em Hoth e deixar corpo no chão”

    Só falta trocar o caveirão por um AT-AT…



  25. Ewaldy Marengo em 20/10/2007 - 03:24 escreveu:

    Pois é, e os caras não aprendem.
    Um amigo meu, cineasta em início de carreira, vive fazendo a pesquisa: “Quando foi a útltima vez que você foi ver um filme nacional no cinema?”. De acordo com ele, as respostas chegam a ser ridículas, do tipo: “Um ano atrás…”, “Nunca fui…”
    Será que os roteiristas, diretores e patrocinadores não aprendem? Ou eles simplesmente não gostam de dinheiro? A sorte do TDE (apesar de ser um bom filme) foi ter virado polêmica antes do lançamento, senão ele não entraria no ranking anual da meia dúzia de filmes nacionais que têm mais de 10.000 espectadores no cinema.



  26. Marco A. Rigobelli em 20/10/2007 - 10:02 escreveu:

    Obrigado Cardoso, ao menos alguém concorda comigo. Ainda não vi o filme e nem tenho vontade de vê-lo, não enquanto 80% da população nacional tentar me obrigar a assisti-lo. E graças a isso sou considerado do contra, mas me mantenho irredutível quanto a isso. Talvez assita quando o hype acabar ou quando passar na TV, o que vier primeiro. To cansado de filmes brasileiros subindo e descendo o morro, vagando sem destino pela caatinga ou pintando a cara e morrendo na base do tiro de rifle durante um manifesto anti-ditadura.

    Seu texto até me inspirou a escrever sobre o assunto no meu blog. Valeu! =D



  27. adriano em 20/10/2007 - 14:50 escreveu:

    Eu também odeio essa onde de filmes nacionais glorificando favela, pobreza, samba, carnaval e tudo o que há de mais lixo na pseudo cultura brasileira, mas esse filme até que consegue sair do mesmismo tupiniquim, esta no estilo do tarantino como foi citado, mas ainda tem os mesmos defeitos que quase todos os filmes nacionais, a captação do audio é sofrivel, os dialogos, as frases são muito marcadas, muito teatrais e forçadas, os personagens caricatos, me fazem lembrardo Hermes e Renato da MTV. Mas mesmo assim o filme é bom, mas falta uma maior variação de temas dos filmes, filmes de terror por exemplo, o que existe de produção nacional tirando as tosquices B do zé do caixão e mais algumas produções independêntes? NADA!!!!!



  28. Cathalá em 20/10/2007 - 23:25 escreveu:

    O filme não é tão previsível assim. Mas não é essa maravilha toda também.
    Dois meses atrás escreví algo à respeito no meu blog. Dê uma ocnferida antes de ver no cinema: http://segurancapublica.net/?p=582



  29. Lucas em 21/10/2007 - 13:08 escreveu:

    Ei, você escreveu “Tropa de Elite” depois de “TDE”. hehehehe

    Aaaah, Henrique, eu pensava que não tivessem cortado nada. Putz, tô muito frustrado agora. =(

    P. S.: Não dá vontade de ser policial, não. Prefiro ver os outros fazendo no cinema. Muito arriscado pramim. hehehehe Além do mais, faca na caveira e nada na carteira.



  30. Andreia em 21/10/2007 - 13:10 escreveu:

    C
    Vi uma entrevista com o Wagner Moura falando que o Capitão Nascimento , a seu ver, não era um herói,pois como pode um herói torturar pessoas e aterrorizar moradores?Nosso povo só acha que ele é heróis porque estamos carentes de justiça.
    Lembro de um DVD que vi na sua antiga casa sobre os aviadores, já bem velhinhos, que foram para a Itália e a função deles era “ser boi de piranhas” aquilo daria um bom filme, esses caras sobreviveram, foram heróis e hoje se algum velhinho daqueles pegar um ônibus periga algum motorista estressado (com motivo, dá medo andar de ônibus hj em dia!!! Imagina dirigir várias horas por dia)arrancar e o grande aviador de outrora cair.



  31. Enio Luiz Vedovello em 23/10/2007 - 08:46 escreveu:

    Não vi, não vou ver e concordo com você, Cardoso. Dá para fazer coisa melhor com o material que temos por aqui, sem o eterno tripé favela-samba-futebol.
    Depois o pessoal reclama quando em filmes gringos o Brasil é retratado como uma terra onde eternamente se vê pobres felizes em desfiles de carnaval…



  32. xandy em 24/10/2007 - 02:53 escreveu:

    porra inveja eh foda…
    o filme ta foda seu fdp



  33. Rafael em 24/10/2007 - 15:54 escreveu:

    Acredito que foi o melhor filme brasileiro que eu já vi. Mas um fato faz com que ele ganhe crédito ainda maior: é talvez o ÚNICO filme da história do cinema em que um personagem não consegue usar um celular porque tá sem sinal!!! XD



  34. Lucas em 24/10/2007 - 16:23 escreveu:

    Mais uma salsinha com o argumento mais velho do mundo dois posts acima!



  35. dominus em 24/10/2007 - 22:39 escreveu:

    E gostando ou não do filme todos que pagam impostos já pagaram sua parte no filme, pois não tem um filme nacional que não seja feito com dinheiro público. Se quiserem é só ver aqui:
    http://sif.ancine.gov.br/projetosaudiovisuais/ConsultaProjetosAudiovisuais.do?method=detalharProjeto&numSalic=040238

    E concordo com o Cardoso em relação aos temas dos filmes brasileiros, variedade zero. Enquanto temos filmes estrangeiros com temas espaciais ou se passando no futuro, os filmes brasileiros sempre são no presente ou no passado, sempre discutindo temas sociais e lamentando o fracasso da revolução comunista no Brasil.



  36. Lu Monte em 26/10/2007 - 13:58 escreveu:

    Em defesa do filme, preciso dizer que ele NÃO tem nada de comunista. Nadica. Revolução do Proletariado? Pfff. Por isso o filme é tão bom.

    Deu vontade de rever For All… duvido que tenha na locadora, mas bem que vou procurar. :)



  37. Otamar Leal em 30/10/2007 - 20:56 escreveu:

    Como já foi dito, é impossível não assistir esse filmezinho fajuto, seja o piratão, seja no cinema, ou nas ruas, hoje, como ninguém está seguro nesse País, com a polícia mal formada e mal informada, que não dá segurança pra ninguém, eu pergunto: por que devemos pagar pra assistir esse lixo, se todos podem assistí-lo nas ruas, em qualquer lugar e a qualquer hora?



  38. Lucas em 31/10/2007 - 20:34 escreveu:

    Mas Otamar, você viu?

    P. S.: Quem me dera o TdE fosse real, aí o Capitão Nascimento também seria, bem como seus incríveis facts. XD A polícia seria invencível… u_u



  39. Edmilson Vieira em 11/11/2007 - 21:42 escreveu:

    Toda Tropa é de Elite?

    Tropa de Elite é o Estado com calça curta e barriga de fora.
    Desde o dia em que vazou e começou a correria pro camelô que a história é essa: na tela, a periferia se mistura com a classe média; o jornal anuncia o assassinato do casal, e, para os universitários, a polícia é quem paga o pato.

    Parece que não adianta investigar pra descobrir quem é o culpado do problema brasileiro. A corrupção, sucesso em Brasília é prima-irmã do armamento pesado.
    É o Brasil que tem ginga, malícia, molejo, rapper e uma quantidade de pessoas e políticos na bandidagem, com o elo perdido na ditadura militar.

    O filme de José Padilha se tornou invasor da família. Exibe a gatunagem em casa, pra adolescentes, adultos, idosos e bebês a partir dos quatro, cinco anos de idade. Ninguém quer deixar de assistir ao roteiro de bandido e polícia pulverizado de sul a norte do Brasil.

    Amigos, é o Rio pirata que passou em nossas vidas, mas corra que a história não acaba no cinema. Bang, Bang! Pruin, pruin!

    Edmilson Vieira é artista plástico e escreve crônicas
    dnv01@hotmail.com