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Perguntar não ofende, companheiro
arquivado em Fenomenologia | Technorati: Veja a reação da blogosfera | Feed de comentários deste postEstou eu cá encafifado, pensando com meus botões…
MST, CUT, UNE e o PT, entidades que sofrem de uma condição chamada coprocefalia, aprovaram uma proposta onde defendem um plebiscito para estatizar a Companhia Vale do Rio Doce. Dizem que quando foi privatizada valia R$3 bilhões e agora vale R$50 bilhões.
Como a idéia de que uma empresa privada bem administrada dá MUITO mais dinheiro que uma estatal cabide de empregos que só servia para empregar apadrinhados é demais pra cabeça deles, obviamente a Vale NÃO PODE ter aumentado seu valor de mercado, afinal foram o quê? Dez míseros anos. Um burocrata petista considera inviável um crescimento desses. dez anos não dá nem pra começar.
Por isso querem… estatizar a Vale. Assim seu valor de mercado voltará aos R$3 bilhões, e todos (dentro do PT) ficarão felizes.
Nisso tudo eu tenho uma dúvida: Não sou economista nem advogado, mas visto que é inevitável uma queda no valor das ações da Vale, com a saída de investidores estrangeiros E nacionais, diante dessa proposta idiota, não haveria forma de responsabilizar legalmente o PT e as outras entidades? A Lei de Segurança Nacional ainda está em vigor? Não temos nem uma Leizinha contra terrorismo?
Fonte: Folha




Não leu meu post? Eles querem estatizar porque não tem dinheiro para comprar ações cara. Certo e direto no ponto.
Não pode vencê-los? Estatize-os!
Olha, Cardoso, siceramente eu torço para que haja, nesta notícia um equívoco, erro do estagiário, supressão de detalhes importantes, meias-verdades, distorção das palavras do pessoal, qualquer coisa que indique que não é assim.
Não, não sou petista (Deus me livre), mas dizer que o argumento para a estatização é que a empresa valia 3 bi e agora vale 50, é um verdadeiro atentado contra o bom senso.
Eu acho que só pode ser uma conspiração da Folha de São Paulo para acabar DE VEZ com a minha fé na humanidade. Ninguém em seu juízo perfeito aceita isso como argumento válido. NÃO, NÃO, NÃÃÃÃÃÃO…..
Como diria meu professor de história do terceiro ano: “Deus limitou a inteligência humana, não a burrice”.
Aloha Chefe!
O atual supremo mandatário, em reunião de família (deve ser, pois é tudo do mesmo saco!) afirmou, num discurso “empolgante” (referência pt) que o atual partido governista é confiável, íntegro, e capacitado. E tudo no comparativo. Não apenas é, com é a melhor das opções.
Nem com óculos de cebola!
Espero um futuro melhor para minha filha.
Um novo mundo. Em algum lugar.
“Did you see the sun rise?”
Grande abraço e
Aloha!
Bem… quanto a idéia de estatizar, há muitas controvérsias. Mas que quando em 1997 a Vale foi vendida o seu valor de mercado foi artificialmente manipulado é óbvio a muito tempo.
Portanto, dizer que valia 3 e agora 50 ou é má fé sua(que pessoalmente acredito não ser) ou falta de informação.
Tem um livro chamado “O Brasil privatizado – Um balanço do desmonte do Estado” que explica como se deu a venda de diversas estatais. Pede ao google que ele acha.
A empresa que meu pai trabalhava foi privatizada, suas ações cresceram mais de 300% em um ano e o número de funcionários caiu mais de 50% com a qualidade dos serviços sempre em alta.
Privatizar pode ser sim um bom negócio para o estado, vivemos numa economia globalizada, e ficar colocando barreiras pra tudo não é conveniente, vide exemplo chinês.
Sou a favor de privatizar até o blog do cardoso, assim até as opiniões serão de acordo!!!
“Vale NÃO PODE ter aumentado seu valor de mercado, afinal foram o quê? Dez míseros anos. Um burocrata petista considera inviável um crescimento desses. dez anos não dá nem pra começar.”
Existe um erro nessa frase.
Eles acham que a Vale PODE SIM aumentar seu valor de mercado, desde que eles estejam roubando 115% do lucro.
Mas eles devem ter razão, afinal, nunca na história desse país houve um partido tão íntegro e ético como o PT. (SIC, SIC, SIC, SIC, SIC, SIC)
Putz escrevi tudo correto em parágrafos e o texto acima foi publicado sem os “enters” que droga. Desculpa, mas vou postar novamente. Cardoso podes apagar o anterior.
Caramba Cardoso não sabia que tu eras tão fanático contra o PT.
Para começar, a Vale era um complexo industrial composto por 54 empresas, era também maior produtora de minério de ferro do mundo e possuía concessão duas das maiores ferrovias do planeta. Sempre foi superavitária, porém devido à política de estado brasileira na época, a empresa não poderia reverter o próprio lucro em investimentos. Foi vendida em 1997 pelo FHC por R$ 3.3 bilhões, CLARAMENTE abaixo do valor de mercado, orçado em mais de dez vezes o valor de venda. Além disso, na época da privatização a Vale possuía uma reserva aproximada de R$ 700 milhões em caixa. E até onde eu sei o sei valor de mercado atual ultrapassa os 90 bilhões e não 50 bilhões como tu citaste.
Engraçado como tu nem sequer questiona essa venda pra lá de suspeita. Adora ligar a sigla PT a imagens ruins(e na maioria das vezes tens razão) mas não sempre. Por que não falaste que o PSDB com o FHC fizerem essa negociata suja e arremataram a Vale por um preço abaixo do real lesando todos nós cidadãos brasileiros. E essas denúncias de subfaturamento na venda da CVRD não são de hoje, desde o leilão em 97 que se questiona isso. Faço-te a mesma pergunta que fizeste para nós, leitores, não haveria forma de responsabilizar legalmente o PSDB e as outras entidades se as denúncias de venda ilícita se confirmarem?
E outra, o que está sendo estudado é a REALIZAÇÃO DE UM PLEBISCITO sobre a re-estatização da Vale. E sendo um plebiscito a maioria decide o que deve acontecer. Foi assim quando o governo propôs aquele plebiscito ridículo sobre desarmamento, e que graças a Deus foi reprovado. Não vejo onde a figura de um ditador como Fidel(imagem que ilustra o post) se alia a um plebiscito popular.
Por fim, ainda é muito superficial falar algo devido ao fato de que não se sabe nada de como ocorreria a re-estatização, mas possível não seja favorável ao Brasil. O governo pode usar isso para “acomodar” mais alguns amigos. Além do mais, a propriedade privada deve ser respeita, desde que licitamente conquistada o que pode(ou não) ser o caso.
Não sou a favor do estado administrar serviços não essenciais, porém não concordo com a forma como foi feita a privatização no Brasil.
Se você não tem condições de manter sua casa na praia não vai doa-la por causa disso, né?
Cardoso, o Mauro elucidou bastante a questão.
O problema em relação a Vale é que ela foi vendida super-abaixo do preço de mercado da época. O Estado brasileiro perdeu muito dinheiro com isso. Em um ano, o lucro líquido da Vale foi maior do que o valor de compra dela… Isso é muito estranho, não acha? Você não estranharia se alguém vendesse por R$ 5 mil um carro que vale R$ 50 mil? O caso da Vale é mais um episódio da novela “a máfia das privatizações” – quanta gente do governo e investidores ficaram milionários após essa transação e outras promovidas pelo FHC? Quem se beneficiou? Uma consulta as informações sobre doações para campanhas eleitorais do PSDB oferece algumas repostas… basta cruzar as pessoas jurídicas doadoras com as compradoras (ou beneficiárias indiretas) de propriedades do Estado.
PS: nem de longe sou petista, muito pelo contrário!
PS2: se você puder, recomendo uma visita em: http://www.avaleenossa.org.br
abs!
Nénão, meninos…
A verdadeira notícia está por trás. Isso de plebiscito para vender a Vale, é “cavalo de batalha” para o partido tentar reconquistar espaço no governo. Pensaram que seria nos moldes clássicos do stalinismo, mas o governo já nasceu com essa possibilidade “capada” pelo “Lulinha Paz e Amor”, que negociou pelos quatro pontos cardeais para chegar ao poder.
Depois do “mensalão”, o partido perdeu boa parte da influência que tinha ao mesmo tempo que a popularidade de Lula subia.
Então, prá que Lula precisa do partido? O partido pode espernear o quanto quiser. Ele é o grande eleitor.
Se não tiver apoio do Palácio do Planalto, esse plebiscito pode até acontecer, mas será um fiasco.
Não trará a privatização da Vale, mas pode dar algum oxigênio para o “chefe”, Zé Dirceu ainda, que sonha em ter seus direitos políticos restituidos exatamente por um movimento desses, numa negociação na penumbra. E Zé Dirceu ainda é quem manda no partido, sabiam?
O Zé Dirceu pretende aborrecer Lula com essa história de plebiscito para galgar uma posição melhor.
Mas não vai aborrecer. E Lula não endurecerá. Irá negociar. Afinal, ele termina seu mandato e o partido, foi ele um dos fundadores. Será o pai acalmando o filho rebelde.
Hoje, o candidato de Lula para sua sucessão é quem está preservado, fora do governo. Quem? Ciro Gomes, é claro.
Desde que ele deu uma entrevista em meio ao seu primeiro governo elogiando unicamente Ciro, todos os fatos seguintes só favoreceram isso.
Lula quer entrar para a história como o homem que resgatou o Nordeste e Ciro é o “cara”.
É esperar para ver se os ventos não mudam.
Abs
Sérgio
Como a Vale foi vendida tão barato se o leilão era aberto? Se o preço estava tão incrivelmente baixo por que somente dois grupos fizeram ofertas?
Não caiam nesse conto da carochinha, o preço atual da Vale reflete uma situação de mercado que ninguém previu, o insaciável apetite chinês por commodities.
Acredito que é muito melhor para o país uma empresa em mãos privadas que uma deficitária estatal, hoje a vale além de gerar muito mais empregos, paga em impostos ao governo um valor maior do que aquele recebido em dividendos no período estatal.
A Vale não foi vendida por um valor 10 vezes menor que o de mercado. A comparação com um carro é tacanha para dizer o mínimo. O patrimônio da Vale é que é 10 vezes maior. Mas o patrimônio da Vale continua lá. Continua sendo da Vale. A Vale continua operando. Ou ele (o patrimônio) foi desmontado e cada acionista levou um pedaço pra casa?!?
> Se você não tem condições de manter sua casa na
> praia não vai doa-la por causa disso, né?
E se os cunhados invadirem a casa, você não puder mais usá-la a ainda tem que pagar as contas???
OK, cambada de petralhas, então me respondam:
Se vocês não conseguiram provar, em DEZ ANOS que houve irregularidade nas privatizações, não conseguiram dar andamento em NENHUMA ação relativa a isso, NEM COM O PARTIDO GOVERNANDO POR DOIS MANDATOS SEGUIDOS, com que moral querem atropelar o processo e demandar a estatização do que quer que seja?
So duas empresas fizeram oferta porque na época a imagem da vale foi esculhambada com escândalos políticos, aquela história dos marajás e tudo mais. Isso que eu quis dizer com “seu valor de mercado foi artificialmente manipulado”.
Não previu a fome da china por commodities? Faz favor né. Daqui a pouco você vai dizer que quando foram descobertas aquela jazidas gigantescas de ouro nas vésperas do leilão e todo o processo fingiu que não viu, foi porque ninguém previu.
Não concordo com a estatização da empresa. Este governo que ai está não tem condições de gerir a empresa. Mas dizer que este salto de valorização absurdo que empresa deu foi só por causa da privatização é no mínimo ingênuo. Quando se tira o bode da sala ela realmente fica muito grande (…)
Cardoso,
Tanto o Mauro quanto tu no teu comentário têm razão. “Especula-se” e esta é a palavra porque não se tem (ou nós não temos acesso a) provas de que a venda foi, de fato, subfaturada (há “n” formas de excluir investidores de uma negociata, mas eu, por exemplo, não conheço nenhuma – vai ver porque não sou investidor).
Acho que a tua crítica, portanto, é muito válida. O que acho é que não podemos partidarizar, pois na verdade todos os partidos, da extrema esquerda à extrema direita tem suas virtudes e seus vícios. A grande questão é termos a liberdade a apontar-lhes os vícios.
Um abraço!
Um plebiscito legitimaria qualquer coisa(?) É mais ou menos o que o Lula quis dar a entender há alguns dias – segundo ele, os mensaleiros foram absolvidos pelas urnas. Ou entendi mal?
Até agora os comentários desse post estão mais para reunião de grêmio estudantil. Ficaremos apenas nos bordões e palavras de ordem?
“So duas empresas fizeram oferta porque na época a imagem da vale foi esculhambada com escândalos políticos, aquela história dos marajás e tudo mais. Isso que eu quis dizer com “seu valor de mercado foi artificialmente manipulado”.”
Os encarregados de avaliar um negócios desse vulto não são influenciáveis por fatores políticos/ ideológicos, é feita simplismente uma análise de balanço para descobrir o valor real dos ativos, e certificar-se que os passivos não comprometam o futuro do negócio.
“Não previu a fome da china por commodities? Faz favor né. Daqui a pouco você vai dizer que quando foram descobertas aquela jazidas gigantescas de ouro nas vésperas do leilão e todo o processo fingiu que não viu, foi porque ninguém previu.”
O negócio de ouro tem importância marginal para a Vale, serve apenas para diversificar suas atividades e diminuir a dependência de seu principal produto, o minério de ferro.
“Não concordo com a estatização da empresa. Este governo que ai está não tem condições de gerir a empresa. Mas dizer que este salto de valorização absurdo que empresa deu foi só por causa da privatização é no mínimo ingênuo. Quando se tira o bode da sala ela realmente fica muito grande (…)”
Ninguém postou nenhum argumento convincente explicando como a empresa foi subvalorizada artificialmete, ou qual a imoralidade de sua valorização no mercado de ações.
Eles querem estatizar a Vale, querem acabar com o Senado e dar total poder onde eles tem a maioria absoluta, a Camara, mas fazer uma campanha pela reforma política não vi, pela redução dos impostos tbm não, dar fim na CPMF nem pensar e reduzir o juros para percentuais aceitáveis nem se ouve falar.
“Não haveria forma de responsabilizar legalmente o PT e as outras entidades?”
Não, porque a decisão é da população e não dessas entidades, como você sugere.
“com que moral querem atropelar o processo e demandar a estatização do que quer que seja?”
Novamente, um plebiscito é uma consulta à população. Um plebiscito não demanda nada…
Que falta faz um dicionário…
“O Estado brasileiro perdeu muito dinheiro com isso. Em um ano, o lucro líquido da Vale foi maior do que o valor de compra dela… Isso é muito estranho, não acha?”
E por que comparar o “lucro líquido” com o “valor de compra”? Não seria mais justo comparar o “lucro líquido” dela depois da privatização com o “lucro líquido” que ela tinha antes? Talvez isso desse uma resposta mais correta. E nem tão estranha assim.
“O caso da Vale é mais um episódio da novela “a máfia das privatizações” – quanta gente do governo e investidores ficaram milionários após essa transação e outras promovidas pelo FHC?”
Vale (sem trocadilho) o mesmo que eu falei para o Mauro: a leveza na escolha das palavras é impressionante. A campanha foi tão forte que se dá como certa a existência de uma “máfia das privatizações” sem que nunca tenha havido nada que mostrasse isso.
“Quem se beneficiou?”
Essa é fácil. O povo brasileiro, acima de tudo. :-)
“Uma consulta as informações sobre doações para campanhas eleitorais do PSDB oferece algumas repostas… basta cruzar as pessoas jurídicas doadoras com as compradoras (ou beneficiárias indiretas) de propriedades do Estado.”
Hmm… Suponho que vc esteja falando dos 5 milhões que a Vale doou à campanha de Lula no ano passado, não?
Sérgio Grigoletto, você tem uma certa razão. Mas eu acho que é um pouco mais sutil. Incentivando esse “plebiscito”, o PT está mirando nas eleições de 2008, e antecipando 2010. Toda a campanha anti-privatista do PT e da mídia, na época do governo FHC, criou no povo um “anticorpo” irracional contra as privatizações. As pessoas não conhecem bem o processo, mas engolem as histórias de “vendeu o que era nosso”, “deu a Vale de graça”, e outras bobagens desse tipo.
Isso ficou claro no segundo turno do ano passado. Alckmin estava embalado, poderia até virar o jogo, quando o PT agitou a bandeira das privatizações. Era a hora de Alckmin ter contra-atacado, mostrando os benefícios que elas trouxeram ao país. No momento em que ele botou o galho dentro por medo da patrulha não apenas perdeu a eleição, como mostrou ao PT que essa é uma ótima arma para jogar o PSDB nas cordas.
Quando o PT agita o espantalho da “reestatização” agora, está jogando com duas idéias, na minha opinião. A primeira é desviar as atenções de cima dos 40 indiciados do mensalão. E a segunda é ir cozinhando o assunto, para voltar a constranger o PSDB quando necessário – “eles entregaram nossas riquezas aos gringos! bruxos! fogueira, fogueira!”. Enquanto os tucanos não saírem do muro e adotarem uma atitude (impopular mas necessária) de defesa do que fizeram, vão ser sempre vulneráveis a essa tática.
Mas nem dá pra esperar muitos coelhos nessa toca. Afinal, estamos falando do mesmo partido que preferiu proteger o Senador Azeredo e dar um flanco de ataque ao PT do que fazer o que devia ser feito…
Por quê meu comentário anterior não foi aprovado?
O blog Iniciante na Bolsa está contribuindo com o movimento a Vale é nossa:
http://iniciantenabolsa.com/2007/09/03/minha-contribuicao-ao-movimento-a-vale-e-nossa/
Queria dizer que eu concordo com ele. Ninguém tem o direito de tomar o que é nosso.
Seu eu comprei VALE3 ou VALE5 as ações são minha e ponto final. Ninguém tem o direito de tomá-las de mim.
[],
AC
Artigo do jurista Adilson Abreu Dallari na Folha:
“Se hoje ela vale muito mais, isso se deve a uma conjugação de fatores: fim do sangramento atendido com aportes do Tesouro; ausência de favorecimentos, mordomias e empreguismo; efetiva realização de investimentos em larga escala; eficiência na gestão empresarial; solução de conflitos ambientais e sociais; e aumento considerável no volume e no valor das exportações. Nada disso teria sido possível sem a privatização”
[...] O Cardoso em seu blog critica a intenção de algumas entidades (PT, MST, UNE) de fazer um plebiscito para arrancar da vontade popular a reestatiz…. [...]
“Para começar, a Vale era um complexo industrial composto por 54 empresas, era também maior produtora de minério de ferro do mundo e possuía concessão duas das maiores ferrovias do planeta. Sempre foi superavitária, porém devido à política de estado brasileira na época, a empresa não poderia reverter o próprio lucro em investimentos. Foi vendida em 1997 pelo FHC por R$ 3.3 bilhões, CLARAMENTE abaixo do valor de mercado, orçado em mais de dez vezes o valor de venda.”
Mas orçado por quem? Pelo seu Manoel da padaria? Não foi. Foi por uma empresa especialista nesse setor. Ou seja, se o valor era “claramente abaixo do valor de mercado”, você quer dizer que isso aconteceu por um erro da avaliadora (improvável) ou por uma trapaça em que a empresa estava envolvida – hipótese para a qual, dez anos passados, ainda não existe nenhum indício.
E, se não se pode confiar na lisura de uma empresa especializada no ramo, quem você acha que devia determinar o “valor justo”? Os sindicalistas?
Foi feita uma avaliação do valor *de mercado* da Vale, foi realizado um leilão, e foi selecionada a melhor proposta. Tudo dentro da legalidade. Se 3,3 bi fosse um preço “claramente abaixo do valor de mercado”, alguém teria dado 3,4 bi pra não perder a pechincha…
O que vocês às vezes confundem é “valor de mercado” com “valor potencial”. O que você disse no parágrafo acima (complexo industrial, produção de minério, etc) é correto, mas é um valor *potencial*. Ou seja, SE ela fosse bem administrada, SE houvessem investimentos, SE tudo desse certo no mercado, ela poderia chegar aos 90 bi que vale hoje. Se. Era um negócio de risco. Na época, ela valia 3,3 bi, pelo potencial que tinha. Hoje, depois de ter dado tudo certo, ela vale o que vale. É desonesto dizer que isso “prova” que ela valia 90 bi há dez anos atrás.
“Engraçado como tu nem sequer questiona essa venda pra lá de suspeita.”
E porque ela é “pra lá de suspeita”, Mauro? Que eu saiba, até hoje, nada de “suspeito” foi encontrado. É só a mesma lenga-lenga, vinda sempre dos mesmos grupos. Já se passaram dez anos, com muita gente procurando algo “suspeito” pra agitar como bandeira, e até agora nada. Pq é suspeito? Pq eu quero que seja. Hmm. Não é uma boa resposta.
“Por que não falaste que o PSDB com o FHC fizerem essa negociata suja e arremataram a Vale por um preço abaixo do real lesando todos nós cidadãos brasileiros.”
Note bem: é uma “negociata suja”, “pra lá de suspeita”, uma venda “claramente abaixo do valor de mercao”. Se é tão clara, cadê, já nem digo as provas, mas os indícios? Não existem. Tudo se resume a um boato espalhado de que “ela valia dez vezes mais”, sem nenhuma avaliação que sustente isso.
“E essas denúncias de subfaturamento na venda da CVRD não são de hoje, desde o leilão em 97 que se questiona isso.”
Pois é. Em dez anos, já devia ter dado tempo para aparecer algo que sustentasse “as denúncias”, né?
“E outra, o que está sendo estudado é a REALIZAÇÃO DE UM PLEBISCITO sobre a re-estatização da Vale. E sendo um plebiscito a maioria decide o que deve acontecer. (…) Não vejo onde a figura de um ditador como Fidel(imagem que ilustra o post) se alia a um plebiscito popular.”
Bem, se você acha que um plebiscito para tomar uma empresa de seus donos, sem nenhuma base jurídica pra isso, é algo “democrático”, então realmente eu compreendo porque você não entende o que a figura de um ditador tem a ver com o caso.
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAEu LOL na coprocefalia.
Não precisava chamar de cambada de petralhas… Alguns deixaram claro que não queriam defender o PT.
Falou besteria total Cardoso. Sou economista recente. A Vale foi vendida a um valor 30 vezes menor do que valia. Não é questão apenas de ela ter se valorizado pq nas mãos do setor privado se administra melhor. Veja o exemplo da Petrobrás, que compete com qualquer petrolífera privada das grandes potências. Reestatização já. ERspero que vc não apoie o cansei também né?! Veja o artigo abaixo.
Um atentado contra o patrimônio nacional
FÁBIO KONDER COMPARATO
Na alienação da Vale, a parte lesada foi o povo brasileiro, e os responsáveis pela lesão foram os agentes públicos federais
AO ABANDONAR em 1997 o controle da Companhia Vale do Rio Doce ao capital privado por um preço quase 30 vezes abaixo do valor patrimonial da empresa e sem apresentar nenhuma justificativa de interesse público, o governo federal cometeu uma grossa ilegalidade e um clamoroso desmando político.
Em direito privado, são anuláveis por lesão os contratos em que uma das partes, sob premente necessidade ou por inexperiência, obriga-se a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta (Código Civil, art. 157). A hipótese pode até configurar o crime de usura real, quando essa desproporção de valores dá a um dos contratantes lucro patrimonial “que exceda o quinto do valor corrente ou justo da prestação feita ou prometida” (lei nº 1.521, de 1951, art. 4º, b). A lei penal acrescenta que são co-autores do crime “os procuradores, mandatários ou mediadores que intervieram na operação”.
É importante lembrar tais preceitos porque, no caso da alienação da Vale, a parte diretamente lesada foi o povo brasileiro, e os responsáveis pela lesão foram os agentes públicos federais que atuaram em nome da União federal, como se esta fosse a proprietária do bem público alienado.
Ora, em direito público os órgãos do Estado jamais podem ser equiparados a um proprietário privado. Este, segundo a mais longeva tradição, tem o direito de usar, fruir e dispor dos bens que lhe pertencem, sem ser obrigado a prestar contas de seus atos a ninguém. O Estado, ao contrário, é mero gestor dos bens públicos, em nome do povo.
No regime democrático, os órgãos estatais atuam como delegados do povo soberano, cujos bens e interesses devem gerir e preservar. O art. 23, I, de nossa Constituição declara que é da competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios “conservar o patrimônio público”.
Aliás, a lei nº 8.666, de 1993, que regula as licitações públicas, dispõe que a alienação de bens da administração pública é sempre “subordinada à existência de interesse público devidamente justificado” (art. 17), isto é, claramente exposto e motivado.
Ora, em descarada afronta a esses preceitos fundamentais, o edital de alienação do controle da Companhia Vale do Rio Doce se limitou a declarar que a desestatização da empresa “enquadra-se nos objetivos do PND (Plano Nacional de Desestatização)”. Nem uma palavra a mais.
Fora do edital, o governo federal adiantou duas justificativas: a necessidade de reduzir o endividamento público e a carência de recursos financeiros estatais para investimento na companhia.
Ambas as explicações revelaram-se falsas. O endividamento do Estado, que no começo do governo Fernando Henrique era de R$ 60 bilhões, havia decuplicado ao término do segundo mandato presidencial. Por sua vez, o BNDES, dispondo de recursos públicos, financiou a desestatização da companhia e continua até hoje a lhe fazer vultosos empréstimos.
Mas a entrega de mão beijada da Vale ao capital privado foi também um desmando político colossal nesta era de globalização. O Estado desfez-se da maior exportadora mundial de minério de ferro exatamente no momento em que a China iniciava seu avanço espetacular na produção de aço. Hoje, a China absorve da Vale, isto é, de uma companhia privada, e não do Estado brasileiro, quase 30% da produção desse minério.
Além disso, a companhia, que possuía o mais completo mapa geológico do nosso território, já era, ao ser alienada, concessionária da exploração de quase 1 bilhão de toneladas de cobre, de 678 milhões de toneladas de bauxita, além da lavra de dois minérios de alto valor estratégico: o nióbio e o tungstênio. Esse trunfo político considerável foi literalmente jogado fora.
Para prevenir a repetição de atos gravosos dessa natureza, a Ordem dos Advogados do Brasil ofereceu ao Congresso Nacional dois projetos de lei, um na Câmara dos Deputados, outro no Senado, prevendo a submissão a plebiscito de todos os atos de alienação do controle de empresas estatais.
Mas o povo brasileiro não vai aguardar, passivamente, que os seus mal intitulados representantes se decidam a cumprir o dever de legislar em benefício do país ou que o Judiciário julgue, com dez anos de atraso, as 103 ações populares intentadas contra o fraudulento negócio.
Nesta Semana da Pátria realiza-se, em todo o território nacional, por iniciativa dos movimentos populares, um plebiscito para que o povo possa, enfim, dizer não a esse crime de lesa-pátria.
FÁBIO KONDER COMPARATO , 70, professor titular aposentado da Faculdade de Direito da USP, é presidente da Comissão de Defesa da República e da Democracia do Conselho Federal da OAB. É autor, entre outras obras, de “Ética – Direito, Moral e Religião no Mundo Moderno”.
Tiago, explica aí, você que é economista, como consegue-se vender em um LEILÃO PÚBLICO algo por 30 vezes menos que seu valor real, e nenhuma das partes interessadas faz uma oferta razoável?
Se eu colocar uma TV de plasma, 42 polegadas pra vender na feira, dizendo que o preço inicial é R$100, e perguntar quem dá mais, ela não será vendida por menos de R$1000, com certeza.
Toda essa teoria conspiratória da Vale vai por água abaixo quando chega nessa parte.
o problema é que tudo neste país é feito sem a devida transparência, as informações são interpretadas segundo o ponto de vista das partes interessadas (leia-se meios de comunicação e grupos interessados). e isso tudo da margem a toda essa discussão e desconfiança.
nós leigos não temos meios de descobrir tudo o que se passa nos bastidores da política (tá, eu sei que tem a internet, jornais e tudo mais), mas alguém já parou para tentar interpretar uma lei completamente?
nem de longe sou petista. mentira, votei no Lula nas duas vezes e nem por isto concordo com tudo o que o PT fala ou faz.
[...] o embalo da campanha para estatizar a maior empresa privada brasileira eu tenho algumas sugestões de coisas que também devem ser [...]
Não é bem assim. Estão invertendo as coisas. Ela já tinha 50 bi em patrimônio, mas venderam por 3 bi. Aí muda de figura. E não sou petista.
Você está assumindo então duas impossibilidades:
1 – Ela não valorizou NADA nesses sete anos
2 – NINGUÉM ofereceu QUATRO bi?
[...] em um artigo meu, sobre um artigo dele, acerca da reprivatização da Vale. Lá pelas tantas, para fazer valer sua argumentação, Cardoso faz [...]