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Resenha: Duro de Matar 4.0 e a volta do cinema-pipoca
arquivado em CulturaPop, Resenhas | Technorati: Veja a reação da blogosfera | Feed de comentários deste postGraças a um convite da Dani Koetz e do BlogHunters assisti ontem na sessão para a imprensa (ao jornalista-blogueiro que reclama que blog não é imprensa: eu vi, você não viu… bobão!) o Duro de Matar 4.0.
Minha conclusão? Devia se chamar Duro de matar 1.5, talvez até 2.0. E é basicamente um filme pornô.
Não, não estou reclamando, muito pelo contrário. Leia e entenda:
Duro de Matar é uma série fortemente estruturada. Da mesma forma que todo filme pornô segue o mesmo roteiro de ação: “beijo, mão naquilo, aquilo na mão, aquilo na boca, boca naquilo, aquilo naquilo, aquilo na barriga e/ou costas, aquilo na boca, fade out, the end”. Há variações, mas são sutis. Se mudam muito, os espectadores protestam.
John McLane tem que ser pego em uma situação fora de seu controle, envolvido em um plano mirabolante de algum supervilão, execeder sua autoridade de um simples policial de NY, ter um ente querido capturado e/ou ameaçado pelo bandido, surtar, ir atrás e ipicaieiei, maderfuquer!!!!!!!
Todos os quatro filmes são assim. O que não segue muito essa linha é justamente o pior deles, o 3.
Então, quem vai ver um Duro de Matar tem uma idéia muito pronta do que vai encontrar. Se você pensa assim, então é só relaxar e aproveitar.
Estréia: 3/agosto/2007
Site do filme: www.durodematar4.com.br
O Trailer (legendado):
A Sinopse
O kit de imprensa da Fox traz a sinopse oficial, mostrada aqui em letra pequena, pra não ocupar espaço:
Em meio a uma temporada de filmes cheia de fantasias com imagens geradas por computador, DURO DE MATAR 4 é bem real – com ação real, humor real e a volta de um querido personagem que se tornou um ídolo: John McClane. No feriado de 4 de julho, um ataque à vulnerável infra-estrutura dos Estados Unidos começa a desconectar o país inteiro. A figura misteriosa por trás do esquema encontrou um jeito para todos os aspectos modernos. Porém, ele nunca pensou em McClane, a mosca “analógica” à moda antiga na sopa “digital”.
É o começo do feriado, mas o detetive McClane da cidade de Nova York não está comemorando. Ele teve outra discussão com a filha universitária Lucy e foi encarregado da dura tarefa de rotina de trazer um jovem hacker, Matt Farrell, para interrogatório do FBI. Mas como McClane temo comum hábito de extrapolar para o extraordinário, lançando-o subitamente ao lugar errado, na hora errada.
Com a ajuda de Farrell, McClane começa lentamente a compreender o caos que cresce à sua volta. Um ataque à infra-estrutura dos Estados Unidos está a caminho, desconectando o país inteiro. A figura misteriosa por trás do esquema, Thomas Gabriel, está vários passos à frente de McClane enquanto implementa seus planos incríveis, conhecidos por supernerds como Farrell, como “queima total” (como em uma “liquidação total”!).
A verdadeira sinopse: Você já viu Duro de Matar? Gostou? Pode ver esse. É a mesma coisa.
As Cenas de Ação
O último Duro de Matar foi meio fraco, já neste resolveram apelar. Se a proposta da série não fosse ser algo extremamente exagerado, “língua na bochecha”, como se diz em inglês, o pessoal iria sair no meio do filme. A cena onde um helicóptero é derrubado com um carro é dura de engolir, mas depois piora. O piloto psicopata do F35 é excelente, bem como o dominó com o viaduto (você vai entender quando assistir).
O Schwarzenegger já fez issssooooooo…
Desta vez as cenas são todas “práticas”, seja com miniaturas, seja com dublês. Isso é bem legal. Os cineastas estão muito acomodados com o uso de computação gráfica, que pode ser essencial em filmes como Transformers e Senhor dos Anéis, mas quando é usada por preguiça, acaba prejudicando. Claro, há MUITA manipulação digital, mas quase sempre é para a melhoria de uma cena prática, não algo totalmente criado em computadores.
“Basta uma pedra, seu exagerado!” Ass: John Rambo
É Filme de Família, maderfóquer!
Eu não fiz a contagem de corpos, mas este é o Duro de Matar menos violento. Enquanto no terceiro um sujeito é cortado ao meio por um cabo de aço, neste há uma cena onde um bandido cai em um ventilador industrial, e mal se vê sangue. A cena do capanga no Templo da Perdição caindo no esmagador de rochas é muito, muito mais violenta.
A tradição dos anos 80, se atirar, o outro cair e pronto, sem precisar mostrar pedaços de cérebro batendo na parede, pelo visto voltou. Eu acho que todos ganham, pois você pode ter filmes “sérios” ou mesmo filmes normais que usem o recurso, e filmes-pipoca absolutamente mentirosos que preferem não usar o recurso. Há espaço para todos.
Os Coadjuvantes
É inadmissível. Ninguém dos outros filmes? A mulher tudo bem, eu entendo, ela nunca serviu pra nada mesmo, mas e o sargento Al Powell, o policial gente-boa que ajuda McLane no primeiro filme? Ah, ele era da polícia de Los Angeles? Dane-se, John McLane era da de New York e nem por isso reclamaram do filme ser em LA.
O co-adjuvante principal, Matt Farrell, é interpretado por Justin Long, o carinha dos comerciais da Apple, “I’m a Mac”. CLARO, ele aparece mexendo em um Mac. E em um Nokia. Como dono de um Macbook E um Nokia devo reconhecer que foram fiéis ao exaltar o heroísmo, sagacidade e inteligência de quem aprecia essa combinação de equipamentos.
“Hi, I’m a Mac”
“Shut the fuck up, kid”
Temos uma excelente surpresa; o über nerd, o hacker Jedi do filme é interpretado por… Kevin Smith, o diretor mais cult de quem adora cultura pop e quadrinhos. Curiosamente ele falou mais em sua pequena participação do que em todos os filmes onde interpretou o Silent Bob.
Todos os nerds que moram em um porão cercados de memorabilia de Star Wars vão protestar contra essa visão estereotipada mostrada por Kevin Smith
Os Vilões
Vejamos se tem tudo que é preciso para um filme de John McLane:
- Chefe dos vilões implacável e mau feito o pica-pau: OK
- Capangas europeus: OK
- Mega-Capanga difícil de matar mas que McLane dá um jeito: OK
- Vilão especialista ameaçado pelo Chefe por demorar a abrir o cofre: OK
- Todo mundo armado até os dentes, incluindo os vilões nerds: OK
O que não gostei
A temática de computadores, hackers, etc, é chata. Eu sei, parece até hipocrisia viver de Internet, amar tecnologia e falar mal de tudo, mas é o que sinto. Por mais gráficos bonitinhos que coloquem, não tem graça. É muito impessoal. Uma coisa é invadir o Banco Central e roubar a reserva de ouro de diversos países. Isso é algo físico, “real”. Transferir dados via computador? Desculpem, mas isso é tão excitante quando ver alguém mexer no home banking. Ladrões cibernéticos são chatos demais para cinema.
O uso gratuito do F35. Tudo bem, a cena ficou ótima, mas qual a lógica de mandar um caça atrás de um carro em um cenário urbano? Sem contar que caças não voam sozinhos, andam sempre em dupla, no mínimo. Eu reconheço, o avião é lindo, mas a cena ficaria igualmente excitante se usassem dois Comanches, por exemplo.
O personagem do Matt Farrell, com crise existencial “oh, usaram meu programa para fazer o mal”. Ninguém gosta de chorões.
O excesso de cooperação do resto das agências governamentais. Todos são amiguinhos do John McLane, e ele trabalha melhor sozinho.
O que gostei
A volta do herói politicamente incorreto. Quando John McLane tem que entrar no caminhão dirigido por um dos bandidos, ele é tão sutil quando o T-1000.
Os vilões coadjuvantes. Desde o Jet Li francês até a Lady Lethal, vivia pela charmosíssima Maggie Q.
Como todo bom nerd, ele tem medo de mulher
O uso de cenas “reais”. Há uma diferença palpável, torna o filme mais “real”, apesar da mentirada toda.
O humor. McLane continua irritando os vilões com suas piadinhas
A Filha do McLane, vivida por Mary Elizabeth Winstead. Motivo? Veja abaixo:
Conclusão
É um Duro de Matar que segue fielmente a fórmula. Se você deixar a lógica aos cuidados da moça que vende pipoca, antes de entrar na sala de projeção, e não for aquele tipo de chato que fica o tempo todo exigindo que filmes de ação façam sentido, você vai se divertir muito.
Eu gostei. Como disse na abertura, este poderia ser o Duro de Matar 1.5 ou até o 2. Ele é melhor que o 3, igual ao 2 e em alguns momentos um pouquinho melhor, só perde para o primeiro, mas isso é esperado.












Gostei da crítica. Porém particularmente eu gostei mais do 3º filme.
Abraços,
[...] Dani Koetz e do BlogHunters para assistir uma sessão para imprensa do Duro de Matar 4.0 (resenha aqui). Mesmo que eu não estivesse querendo ver o filme, é contra minha religião recusar convites da [...]
Prevejo para logo logo um John Maclane Facts…
Excelente a crítica, eu até vontade de ver o filme – e olha que eu não sou muito fã do gênero.
Estou aguardando agora anciosamente a sua reenha pros SIMPSONS! Fala sério, duvido que o BlogHunters não vão te chamar.
Já estou prevendo a resenha mais engraçada/mirabolate de todos os tempos!
Muito boa a resenha
mas não sei como conseguiu fazê-la sem citar o nome do ator principal, o tio Bruce .. acho que ele merece todos os créditos, foi essa trilogia de 4 filmes que o projetou no cinema ..
Eduardo, já tem: http://www.brucewillisfacts.com.br/
Wendell, eu estou DOIDO pra ver os Simpsons.
Lucas, tio Bruce É John McLane, não dá pra pensar em um sem pensar no outro. Eu não pensem em citar o Bruce Willis nominalmente, afinal quem não sabe quem ele é dificilmente perderia tempo lendo uma resenha dessas.
Esses caras que fazem esses “facts” realmente tem muita criatividade. hahahah
“Bruce Willis pediu um Big Mac no Bob’s. Ele foi atendido. Pelo Chuck Norris.”
“Bruce Willis usa ctrl c e ctrl v numa maquina de escrever. ”
“Chuck Norris não dorme. Ele tem medo de cruzar com Bruce Willis em algum pesadelo. “
“Hi, I’m a Mac”
“Shut the fuck up, kid”
ahahahahaha isso já valeu a resenha
Cardoso, sabe qual é o modelo daquele celular da Nokia que ele usa no filme? 9500 não é, então é um 9300?
[]’s
Tá mandando bem hein!!! Seu jornalismo está execente!! Espero que continuem te convidando para estes eventos. Hehehehehehe
[]’s
Os bandidos usam N90, o hacker do bem usa um 9300.
cardosete, espero q a grana q vc tirou para fazer esse jabá vagabundo te ajude a pagar uma dermatologista pra acabar com essa areia mijada na tua cara…
ou tem cupim na tua cara de pau?
vc ja foi bom
Muito legal os comentários, já ia ver o filme mesmo, agora só me incentivou mais…
Mas dizer que o 3 foi o pior… depende do ponto de vista…
Foi o mais mentiroso, com certeza, aquele pulo da ponte e eles levantarem inteiros foi demais… mas pelo que estou vendo do 4o filme aquilo foi fichinha… parece que o volume de mentiras aumenta…
Mas uma coisa é certa : Não conseguem repetir o 1o filme. Porque no 1o filme ele era um ser normal, antes de ser elevado ao status de grande herói.
[]’s
Assim como o Rafael ( 1° comment) sou mais o 3º filme!! =)
Mas John McLane sempre foi fodão, maderfóquer!!!
Voltando ao assunto … sempre achei que o número sagrado fosse 3 e a partir do momento que eu lia alguma coisa como “Indiana Jones 4″, já pensava: “Ótimo … vão estragar tudo.”
Vi Máquina Mortífera 4 e comecei a aceitar melhor esse número. Tomara que eu me engane (e você esteja certo) outra vez …:)
P.S.: Assim eu vou à falência … Harry Potter, Transformers, Die Hard … 16 reais por filme é f*da! Hehehehe! :)
Gostei da resenha, achei que mais um filme da série Duro de Matar seria um caça-níqueis descarado, mas pelo jeito não é tão ruim assim (como todo fã, achei que iam estragar tudo, mas agora deu vontade de assistir)
Se sobrar tempo eu assisto, já que Transformers é a prioridade no momento (sem contar o comentário do Glacial sobre os preços, que sempre faz a gente pensar 2 vezes se um filme realmente vale a pena)
Só uma coisa, lá no começo do texto está escrito “execeder sua autoridade”. Acho que os dedos foram mais rápidos que o pensamento :-)
[...] muito mais “guerrilheira pride”) convidando blogueiros para testar um novo produto, sesses especiais de filmes e palestras na boca do palco. Assim, o produto divulgado em vrias frentes atravs dos diversos [...]
Sei que gosto é igual c*, o problema é que estas suas resenhas estão mais parecidas com “jabá” para assistir a próxima sessão de graça do que críticas pessoais. Tenho por base principalmente o filme Transformers, o qual para mim seria uma excelente película se eu tivesse 12 anos de idade.
Não entenda isto como uma ofensa, mas sim como um texto escrito por um colunista de 3ª de um jornal carioca e não pelo Carlos Cardoso.
Cara, sério, a primeira vez que eu vi o pôster pensei “porra, colocaram o Locke (Lost) na capa de Duro de Matar”.
Se você sentou para ver Transformers e NÃO se colocou com 12 anos de idade, então o errado, meu caro, é você.
Colunista de 3a de Jornal Carioca, por acaso, ODIOU Transformers, chamou de militarista, descerebrado, etc.
EU e 99% do resto dos espectadores, adoramos.
Então é melhor você rever os seus números, porque neste 1% se enquadram dezenas de “militaristas”, “descerebrados” etc…
[...] Resenha de filme do Cardoso: e não vale só para o Cardoso, sério, se eu ver mais uma resenha de filme essa semana, acho que [...]
Ja existe no brasil este nokia comunicator que ele usa neste filme????????
gostei mtu do filme,so tirandu alguns erros ,como o capanga cai do helicopetero ele cai sem o fone d ouvido e depois aparce com o fone,e varios outros erros!!!e plz se alguem sabe o noe dakela cantora q aparece no video clipe do quarto do hacker nerd,me mandem ok flws!!!
ola..gostaria de saber o nome da cantora e da musica (se possivel) do clipe q o Farrell assiste no começo do filme…..minha opiniao sobreo filme…. bem fora o trecho com os hackers agindo o resto foi mais do mesmo….foi bom pra uma terde de sabado chuvendo sem minha namorada por perto..vlw
O clipe é de uma banda de nu-metal se chama Flyleaf “I’m So Sick”.
Obrigado Kelly…..ja baixei o clipe….era esse mesmo……
ALGUÉM SABE ME INFORMAR QUE CLIP É AQUELE EM QUE APARECE NO PC DO MATT FARRELL “JUSTIN LONG”.
OBRIGADO.
JÁ VI OK, OBRIGADO!!!
qual?site eu encontro o filme duro de matar em portuquem? obrigado e ate!!!
Este filme foi muito interesante porque mostra a coragem do detetive para salvar sua filha!
Meu, agora da gosto ir ao cinema, levar um saco de pipoca, e um pet refrigerante, ou até mesmo levar uma quentinha, e ficar a noite inteira
Leandro se quiser, você pode baixar o limewire
e digitar em títutulo – DURO DE MATAR 4.0 DUBLADO
(BOM APROVEITO)
Bom… comecemos falando do transformers, tem um tal ai que flw a besteira que o transformers eh um filme ruim…. vc fala isso pq vc nao teve infancia primeiramente pow.. fala serio como diz o cardoso 99% das pessoas que assistiram amaram o filme…. muito bem feito muitos efeitos e o filme nao para do inicio ao fim… e duro de matar 4.0 titio bruce arrasou mais uma vez.. sou fã dele sempre fui e provou mais uma vez que a idade nao pesa em nada sua capacidade de atuar..ele é o cara JOHN MClane
Adoro cinema, assim como adoro desenhos animado antigos como o Tranformers que me fazem lembrar dos tempos de criança… por falar em infancia..um dos meus primeiros idolos foi Bruce nos Tempos de A Gata e o Rato.. alguem lembra??