Outro dia achei uma notícia fantástica: Uma pobre e inocente mulher acionou a policia, na Bélgica, que por sua vez iniciou uma investigação, pois a vítima havia sido estuprada, seviciada, currada, barbarizada.

Isso mesmo. Fizeram mal á  moça.

No Second Life.

(pausa para um “ah, porra!!!” coletivo)

OK, continuando. Diz ela que foi assediada, perseguida e por meio de scripts obrigada a ceder aos desejos lascivos do tarado. No Second Life.

Eu acho que essa gente está levando essa coisa de Role Playing longe demais.

A idéia de sexo no Second Life já é constrangedora. Veja bem, não é moralismo de minha parte, eu adoro falar sobre sacanagem, e ouvir, só não consigo conceber a necessidade de complicar a coisa colocando um ambiente virtual 3D e bonecos avatares mal-desenhados na equação.

(isso me lembra uma velha piada; o filho de um casal de nobres ingleses se perdeu na selva; ficou lá por anos, criado por macacos, mas nunca perdeu a fleuma britânica. Foi resgatado, e tempos depois levaram-no para um bordel, para ser iniciado nas artes do sexo. Saiu, e no caminho de volta o mordomo perguntou como havia sido a experiência. “Bem, meu caro James; o ato é interessante, mas a posição é ridícula”)

Mas se a brincadeira te agrada, divirta-se. No momento em que você não prejudica ninguém, pra mim está liberado. O que não pode é o ambiente ser poluído por mulheres como essa neurótica. Sim, ela precisa de ajuda. De um porrete. Ela está fazendo pouco das milhares e milhares vitimas REAIS de estupro, que ADORARIAM ter um botão “Ignore User”, como a desocupada acima.

Isso, claro, vai gerar milhares de comentários de políticos e lideres religiosos, afinal está “provado” que a Internet é maligna, criada por Satã para abusar de nossas pobres mulheres.

A Internet é o lugar mais seguro que existe se você for adulto, razoavelmente inteligente e não muito ingênuo. Não discuto que para crianças não é uma boa. Aliás, é péssima. E se você duvida que ela é cheia de tarados pedo-abusadores de crianças imberbes, dê uma olhada neste post do Parlenda Tecnológica.

Só que estamos falando de adultos aqui, gente que em teoria sabe se defender. Pombas, gente que em teoria sabe desligar o computador, fechar o programa do Second Life, clicar em “bloquear usuário” ou ao menos responder “Meu nome é Bubba, sou caminhoneiro em Iowa, VirginPrincess17 é só meu apelido pega-trouxa”.

Mas… chamar a problemática de problemática não dá manchete. Culpar a Internet, sim.

Por isso eu amo blogs, aqui ainda dá pra falar da problemática ;)

Nota: Fraggar não tem nada a ver com a Gisele Fraga, é uma versão nacional do termo “fragg”, que depois tornou-se o verbo “to frag”, que quer dizer mais ou menos “matar um adversário em um jogo online”.

Leia Também: