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Velcro and the City
arquivado em CulturaPop, Filmes, Safardanagem | Technorati: Veja a reação da blogosfera | Feed de comentários deste postDepois de perder duas horas da minha vida vendo o piloto de Bost, minha consultora de TV alternativa ficou com sua credibilidade abalada, mas em nome dos acertos do passado resolvi dar-lhe uma chance, e fui conferir outra de suas sugestões, a série The L Word.
Adorei. É uma espécie de Sex and the City sem losers. Nada dos namorados patéticos da Charlotte, ou os idiotas descerebrados da Samantha. Algo como Brokeback Mountain sem cowboiolas. Fizeram uma comédia/drama de situação com forte componente sensual, e tiraram os homens. Para melhorar só se colocassem meninas nuas se agarrando na piscina. Epa, tem também!
A série conta o dia-a-dia de um grupo de meninas que beijam meninas, em uma Los Angeles idealizada, onde há pouco ou nenhum preconceito, casais gays passeiam de mãos dadas como muçulmanos e não há machões típicos envolvidos na nobre arte de “recuperar sapatão”.
No elenco temos gente de peso, como Jennifer Beals e Mia Kirshner, essa moreninha linda aqui do lado, falsa-magra com os olhos mais maravilhosos que já vi. (ok, vocês duas estão cabeça a cabeça)
Ela é uma escritora, recém-formada, que se muda para Los Angeles, para morar junto com o namorado, que por acaso é vizinho de um casal de lésbicas, vividas por Jennifer Beals e Laurel Holloman.
Elas estão querendo engravidar, e sua busca por um doador de esperma garante excelentes momentos do mais puro humor. Reclamam com as amigas, que quando mais precisam que os homens sejam canalhas, comam e vão embora, aí que eles resolvem se mostrar sensíveis e preocupados com a prole, não querendo compartilhar sua semente (sic) sem um maior envolvimento e compromisso.
Aos produtores pornô, uma dica: Assistam a cena em que a personagem de Mia, aparentemente hetero, é seduzida por Karina Lombard. O olhar da Mia na porta do banheiro, implicando em “vamos” é de derreter qualquer um. Ou uma.
Um dos méritos da série é não ser panfletária, mostrando o mundo gay como uma versão açucarada dos Teletubies. A maioria das protagonistas não é bisexual, e há um preconceito explícito, pois na cabeça delas não é correto gostar de meninas E meninos. Ser gay, ao contrário do que mostram nas Paradas em São Paulo, não é solução pra nada. No máximo, na melhor das hipóteses, não é um problema.
Pessoalmente acho exigir orientação sexual exclusivamente lésbica das meninas tão retrógrado quanto dizer que elas não podem gostar só de meninos. Quanto aos meninos sou mais radical, não devem gostar dos dois, só de meninos. Afinal, cada menino que gosta de meninos no mercado significa pelo menos DOIS concorrentes a menos para nós da minoria heterosexual.
Também nem todas são lindas glamorosas e delicadas pétalas se roçando na brisa do outono. Algumas fazem o gênero caminhoneira, e o casal de protagonistas começa a série passando por uma crise de libido.
A tão invejada promiscuidade, tão “condenada” nos círculos hetero também não ocorre. A “pegação” é no mesmo nível de qualquer outra série sobre grupos de solteiros com tempo e dinheiro pra pensar nessas coisas.
Em uma cena três meninas ficam “secando” quem chega na festa. Algo que todo homem faz, e toda mulher também, a única diferença é que ao invés de criticar roupa/cabelo/marido, falam se pegariam ou não.
Com o passar da série, outros temas serão apresentados, como família, morte, doença e gravidez. Só com o piloto já deu pra ver que (sem trocadilho) o buraco é muito mais embaixo do que em Sex and the City, o que não é demérito (nunca foi proposta da série ser algo sério) mas fazia falta no cenário da TV.
Uma boa surpresa nessa série é a presença de Pam Grier no elenco, musa da Blaxpoitation nos anos 70.
Só esperemos que a Sônia Braga não apareça, tentando sugar mais alguns segundos de fama, repetindo seu (péssimo) papel de lésbica brasileira em Sex and the City.
Recomendo, The L Word, para todos que querem conhecer mais sobre esse lado do comportamento humano, para as meninas curiosas mas sem coragem de sair do armário, nem que seja pra dar uma experimentada e matar a curiosidade e para os rapazes que gostam de ver meninas se pegando, afinal ninguém é de ferro.
O Canal Warner estava passando a série no Brasil, mas gerou protestos quando percebeu-se que era uma versão editada e muito amenizada, com excesso de cortes. Parece que passaram a exibir a versão integral.
Recomendo o site http://www.thelwordbr.com.br/ para quem quiser saber mais.





Ohoo! … “consultora de TV alternativa”! Boa! Adorei! Mas espere mesmo chegar à 3a temporada, a melhor da série até agora.
[...] Mesmo com o GPRS gratuito, fica inviável utilizar os bons recursos que a Rede oferece, como o YouTube ou o BitTorrent. Na hora de baixar uma série interessante, fica complicado, se sua conexão não passa de 1 ou 2 Kbps. [...]
[...] Eu não conhecia a gíria Butch, aprendi-a vendo The L Word. É o termo que mais se aproxima de Sapatão, mas é muito pouco usado em textos em inglês de não-nativos. [...]
Adoro The L World,tenho 13 anos de idade mas minha mente é tão avançada que parece que tenho 20 ou mais se alguém quiser falar comigo me adicionem no msn tatu_evelyn@hotmail.com
Oie, soh pra confirmar… essa temporada q tava pasando agora no warner era a 2a neh?? E a 3a tem data pra comecar?? Jah estou ansiosissima. Enquete: Quem eh mais sexy?? Pra mim e a Carmem.
É a segunda, e é bem triste. Eu gosto mais da Alice…
[...] Se eu faço uma resenha sobre a série The L Word, colocar no final da mesma um banner “compre aqui os DVDs da primeira temporada” é um serviço, absolutamente pertinente ao tema do post. Se ao invés disso entrar dois ou três anúncios de batedeira, absorvente e Herbalife, o banner se torna poluição. Adicionar isso ao espaço já ocupado pelo AdSense acaba com qualquer experiência de leitura. [...]
Não gostar de Lost e gostar de L Word só pode denotar um gosto bastante estranho. Meio mundo tá gostando de Lost. Olha que eu acho lésbicas super excitante, mas achei L word uma chatice só!
Ricardo (comentário 8),
chatice? é ducacete ver mulher agindo como caçadoras..igualzinho nós homens. Queria que elas ME caçassem assim
fico feliz pelo comentario …engraçado que quando começei a ler achei que ia ler comentarios machistas…e vejo que não,to até feliz e acho que a machista sou eu de pensar isso.
vlw
Feminista Gabi … Que preconceito!
Adorei The l Word ….
Quem Mais Gosto Na Serie è Bette
ela me intriga gostaria muito de conhce-la muito linda tem atitude .
Um homem hetero… que pensa!
estou maravilhada.
oi td bem
eu triste sentieu namorada acabou gilsonia,noene,gisele
xau beijosss
eu triste
eu quero deseja gosta mulhere
beijossss
xau
Adorei The l Word ….
Quem Mais Gosto Na Serie è Bette
ela me intriga gostaria muito de conhce-la muito linda tem atitude
sempre achei a blogosfera bem homofóbica… tanto que comecei a ler esse post esperando por mais uma demonstração disso… mas gostei. E pra quem achava que a série não chegaria à 3ª temporada, saiba que a 6ª temporada já está encaminhada!
[...] Em um dos episódios de House ele convida Wilson para uma cerveja e uma maratona de "The L Word", série sobre o dia-a-dia de um grupo de lésbicas em Los Angeles, muito elogiada pela crítica, com uma audiência fiel e que já foi resenhada por mim neste post. [...]