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Como perdi o tesão pelo cinema e por que ele nunca vai morrer
arquivado em Fenomenologia, Pessoais | Technorati: Veja a reação da blogosfera | Feed de comentários deste postEu não vou mais ao cinema. Faz quase um ano que não boto o pé em um. Jurei que ia ver o Mochileiro das Galáxias, jurei que ia ver King King, jurei que ia ver V de Vingança, jurei que ia ver X-Men. Das poucas vezes que fui ao cinema, seja Episódio III, Munique, Quarteto Fantástico ou Batman, em retrospecto foi ruim. Na hora achei que estava me divertindo, mas faltava algo. Dava para sentir no ar, não estava direito.
Levei algum tempo para entender do que sentia falta. Quando descobri, minha filosofia de olhar sempre o lado bom da vida foi automaticamente ativada, e dessa lição tirei a certeza de que o cinema, não importa quantos DVDs, HDTVs, Holodecks ou Brainmen criem, nunca morrerá.
O cinema, assim como o Soylente, é feito de gente. Repetindo: não importa quantos Dolbys, THX, Megasurrounds, projeções digitais eles criem. A graça do cinema não está em ver um filme. Isso você faz de casa, aluga um DVD ou baixa um torrent. Cinema é integração, é gente. Cinema começa muito, muito antes da bilheteria. Cinema começa quando você lê uma notícia sobre uma futura produção, quando alguém comenta no trabalho que seu diretor preferido tem um novo projeto, que vem coisa boa por aí.
Se você escuta isso e corre para o telefone, ligando para sua Companhia Ideal (e todos deveriam ter uma companhia ideal para cinema) e escuta de volta um “que legal, quando vamos?” você é um sujeito de sorte.
O cinema, somente pelo filme, não importa. Não existe filme ruim quando a companhia é boa. Já os filmes bons, melhoram. Como a velha piada da Sharon Stone na ilha deserta, melhor que o filme, é poder comentar depois. É falar “você viu aquilo?” pra quem estava do seu lado dez minutos atrás, vendo “aquilo”, e a pessoa entender.
Isso, claro, demanda tempo. Não é coisa da noite para o dia. Gostos são coisas pessoais, você muito lentamente irá moldar alguém a seus gostos, e também demorará a se adaptar aos gostos alheios. Mas, posso garantir, quando isso chegar ao auge, a experiência valerá cada minuto de evangelização. É muito gratificante você começar com alguém que nunca ouviu falar de Jornada nas Estrelas, e terminar com 100% trekker, montando kits e tudo.
Comprar o ingresso sem avisar o filme, isso é muito bom. Assim como a sensação, quando você vê uma cena especialmente excitante, e sabe que em frações de segundo unhas se cravarão em seu braço. Meu braço ficou roxo por 3 dias depois do Matrix.
Junte a isso pipoca, a viagem até o cinema em si, o almoço/chopp depois, e temos um ritual que nenhum Home Theater duplica. Não me entenda mal, eu adorava meu Home Teather, mas não dá para comparar “comprei entradas pro cinema” com “vou levar um filme”. Cinema não tem telefone tocando, roupa pra lavar ou vizinha chata.
Hollywood, sossegue. Não é o BlueRay, o HD-DVD ou a tecnologia do futuro que irá matar seu ganha-pão. Cinema é cinema, é a mesma velha história.Nisso vocês podem confiar, não importa o que o futuro traga. Os fãs, sempre os fiéis fãs, cuidarão do cinema. São os fãs que fazem fila para o Episódio 3 de Guerra nas Estrelas, o Senhor dos Anéis ou mesmo o Código daVinci. Os mesmos fãs que como eu poderiam baixar seus filmes da Internet, mas preferem o ritual, indo alegremente para a porta do cinema, às vezes com semanas de antecedência.
Eu não sei se algum dia voltarei a ter tesão por cinema. Minto, pela experiência do cinema. Os filmes em si, os amo e os assisto, de onde escrevo 100 DVDs originais me contemplam. O que quero mesmo é saber se voltarei a experimentar cinema como eu experimentava, o que sinto falta mesmo é da minha Companhia Ideal para cinema.
Na vida, assim como nos filmes, por mais vontade de sair no meio, depois que pagamos, é melhor ir até o fim. Vai que no último ato tudo muda? Nem todo filme ruim termina ruim, e nem todo filme bom termina bom, vide “Encaixotando Helena”.
Pena que falar é fácil, na prática nada dói mais para um cinéfilo do que perceber que não acredita mais em finais felizes.







Sou um cara sortudo.. :~
Cardoso. Agora entendi esse post. Fala a verdade. Você andou tomandos “uns foras” de alguma “amiga de cinema”? Né?
Olha, até chamei meu pessoal para ler isso, é exatamente o que penso do cinema! embora goste,tambem, de entrelaçar os dedos,ficar bem pertinho,como fala minha conterrânea Martha Medeiros. Ah! cinema é tudo isso e muito mais! cinema é mágico!
Gostei de te conhecer, gostei mesmo!
Parabens !
Aqui encontrei bons exemplos (e motivos) para pensar que o cinema não vai morrer. Vejam essa matéria:
E o Oscar vai para…
http://www.webmotors.com.br/wmpublicador/Testes_Conteudo.vxlpub?hnid=36440
[...] Eu contei aqui como perdi o tesão por cinema. Contei das minhas dificuldades, da frustração que é baixar as expectativas para ter uma companhia cinematógrafica. Em compensação, comentei também o quanto o trailler me impressionou bem e o quanto eu precisava assistir Superman Returns. [...]
Honestamente?? achei esse mais um caso de alguem que superestima as próprias memórias afetivas de algo (ir ao cinema) e as generaliza (isso nao é uma critica, viu??)
Eu já fui ao cinema acompanhado (muito bem, preciso salientar) e houve circunstancias em que a companhia era a unica coisa boa ali… e eu odeio cinemas pela mesma razão que vc os ama: gente.
Eu abomino aquela fileira de gente estranha falando no meio do filme, celular tocando e tals…. Claro que é legal ter com quem discutir sobre como Sr. Dos Anéis é bacana mas Matrix Revolutions é melhor, sobre como V de Vinganças é isso ou como o episódio III é aquilo, mas sei lá… ainda prefiro o conforto da minha 20 polegadas..
Aliás, V de VingançAAAa, no singular, sorry!!!