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Dããã is Beautiful
arquivado em Pessoais | Technorati: Veja a reação da blogosfera | Feed de comentários deste postEstava no metrô. Um barulho chato, como crianças falando alto incomodava alguns passageiros. Pedi a proteção de meu guardião, São Herodes, e virei para usar meu olhar carcinogênico (tm Terence & Phillip) mas quando vi era só um casalzinho de adolescentes. Já relaxei. Sou muito mais condescentente com adolescentes do que com crianças.
Os dois, ele talvez 16, ela uns 15, 14 anos trocavam brincadeiras inocentes. Implicância mesmo, coisa de puxar cabelo, nada demais. Só que havia uma aura de pureza diferente.
Notem PUREZA, não castidade. Conheço uma deusa na cama que sorri de forma angelical, mesmo segundos depois de uma performance que faria a Jena Jameson procurar um curso de reciclagem. Era uma alegria sincera como há muito eu não vejo. (muito coloquem uns 40 dias, mas ando enferrujado).
Ao passarem por mim, notei um certo desvio na expressão corporal deles, um desdém (também inocente) por todos que haviam em volta. Esse tipo de postura só se encontra em pessoas extremamente arrogantes ou crianças muito novas. Fora isso, todos estão sempre atrás de aceitação popular.
Não era o caso, e o mistério continuaria se eles não estivessem usando camisetas de uma escola para crianças especiais.
Pude deduzir que ambos tinham um pequeno grau de retardo mental, nada com sequlas físicas como paralisia cerebral, nem nada que afetasse a capacidade de articulação. Ambos falavam e agiam normalmente, só agindo de forma mais pura e menos preocupada com os arredores. Não duvido que pudessem estudar em escolas normais, se os professores fossem mais bem-preparados e os alunos menos cruéis.
Note que não estou fazendo nenhuma apologia. Não é o caso de pais com filhos mongo-digo, portadores de Síndrome de Down que tentam convencer a todos da maravilha que é ter um filho deficiente mental. Não é uma maravilha, não é vantagem NENHUMA ter que trocar fraldas de um sujeito de 30 anos, não importa o que digam.
NO CASO era uma deficiência que existia no limiar da normalidade. Quase como o hiperativo, que pode ser bênção ou maldição, dependendo de como encara a vida. Aqueles dois podem ter um belo futuro pela frente, só não aconselho profissões como político, advogado e diretor de curso de inglês, onde uma postura Forrest Gump não será apreciada pelos congêneres.






Yep. Meus parabéns pelo tempo que você se concedeu, e em apreciar algo mais que simplesmente o que está a sua frente.
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Hummm… Um bocado de preconceito (bem, dá pra ler nas entrelinhas, nem é dificil), num texto que, a princípio, parece positivo e talz.
É, bom, opiniões pessoais são opiniões pessoais.
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